A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/11/2021
A Mobilidade urbana é definida como a facilidade de deslocamento das pessoas e bens na cidade, com o objetivo de desenvolver atividades econômicas e sociais. Contudo, no cenário nacional atual, nota-se a ascendente crise no que diz respeito à locomobilidade urbana. Esse impasse ocorre devido, sobretudo, à urbanização brasileira pouco planejada e o deficitário investimento governamental no transporte público.
Nessa perspectiva, cabe analisar o diminuto planejamento urbano brasileiro. Sob esse viés, no século XIX o Brasil iniciou seu processo de urbanização, rapidamente, recebeu um número exacerbado de pessoas em suas cidades, como consequência, gerou problemas na mobilidade urbana que refletem hodiernamente. Prova disso é a grande quantidade carros que transitam nas rodovias brasileiras, que, infelizmente, devido à despreparada organização urbana, causam problemas, haja vista que a excessiva frota de automóveis gera inúmeros engarrafamentos, interferindo diretamente na locomoção urbana dos indivíduos no qual, muitas vezes, passarão horas no trânsito.
Outrossim, é valido destacar a insuficiente aplicação de recursos estatal no transporte público. Segundo Jean Jacques Rousseau – filosofo iluminista - é papel do Estado garantir serviços para a harmonia social. Entretanto, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) mostrou que apenas 27% dos recursos da União aprovados vão para o Programa de Mobilidade Urbana. Nesse sentido, verifica-se que, apesar da emissão de capital, o efeito é pouco perceptível, tendo em vista que, na maioria das vezes, o transporte público é ineficiente, possui condições precárias e, ainda, cobra valores altos nas passagens.
Portanto, urge a necessidade de medidas para resolução desse problema. Nesse sentido, é imperativo que o Poder Executivo Federal, por meio do direcionamento de recursos estatais, promova um significativo investimento em transporte público, a fim de melhorar a qualidade do serviço oferecido à população e diminuir a frota de carros em circulação nas rodovias, já que o serviço público tenderá a ser eficiente. Dessarte, o problema da mobilidade urbana se atenuará e, como em sua epistemologia, o deslocamento de indivíduos e recursos será facilitado.