A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 19/07/2021
Durante o período dos anos 50, Juscelino Kubitcchek - na época presidente do Brasil - buscou expandir a indústria automobilística e implementou o modelo rodoviarista. Desde então, nota- se que não houve interesse de expandir outros modais. Dessa maneira, surge a problemática da mobilidade urbana que persiste intrinseca à realidade brasileira para um histórico de incentivo à indústria automobilística e a pouca segurança e conforto de utlizar outros modais.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o Governo pouco incentiva transportes sustentáveis e públicos. De acordo com a reportágem da Globo News chamada ‘‘Mobilidade Urbana’’, existe pouco encorajamento das cidades de alterar o espaço público. Assim, as cidades incentivam a carrocracia, isto é, o modo como as cidades são pensadas para favorecer aos carros e não aos pedestres ou a outros modais. Dessa forma, a dificuldade da mobilidade urbana é crescente por não haver um plano de alteração no meio urbano.
Além do mais, não há segurança ou conforto ao utilizar ciclovias ou o transportes públicos, isso porque há falta de infraestrutura de conectar ciclovias ao centros urbanos e os transportes públicos são demorados e sucateados. De acordo com a Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo de 2014, o percentual de pessoas favoráveis às ciclovias caiu de 87% para 59%, por causa de não haver incentivo governamental. Logo, é necessário melhorar as opções de transportes e incentiva-los.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que as pessoas diminuam o uso de transportes individuais, urge que as Prefeituras em parcerias com as empresas privadas expandam as linhas de ônibus, metrô e as ciclovias, pelo projeto denominado ‘‘Mais conectado’’, oferecendo mais opções de unidades e vias pela cidade com segurança e conforto, por meio de verbas públicas e a fim de incentivar o transporte público e melhorar a mobilidade urbana.