A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 22/07/2021

Com a crescente necessidade do ser humano de se locomover para lugares longínquos cada vez mais rapidamente, surgiu o automóvel no final do século dezenove com a premissa de solucionar a problemática. Entretanto, com a rápida popularização dos veículos como principal meio de transporte, despontou outro problema: a crise da mobilidade urbana no Brasil. Nesse sentido, ao invés de proporcionar rapidez aos seus usuários, os carros têm sido os responsáveis pela lentidão do tráfego urbano brasileiro. Desse modo, a ausência de incentivos para a utilização de meios de locomoção alternativos e a falta de medidas estatais que visem a fluidez do trânsito corroboram para a problemática.

Convém ressaltar,a princípio, a ausência de incentivos para a utilização de meios de locomoção alternativos como um dos entraves para a consolidação de uma solução eficaz. Conforme uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, apenas 17% dos entrevistados não deixariam de utilizar o automóvel particular como principal maneira de deslocamento mesmo com incentivos para o uso de meios alternativos. Dessa maneira, nota-se uma lacuna no dever do Estado de garantir a fluidez do trânsito por meio da implementação de estímulos para o uso dos meios de transporte coletivo em detrimento do particular. Nesse contexto, o problema da mobilidade urbana torna-se cada vez mais intrínseco da sociedade brasileira.

Outro ponto relevante nessa temática é a falta de medidas estatais que visem a fluidez do tráfego terrestre nos grandes centros urbanos. Segundo a Constituição federal de 1988, é dever do Estado garantir a locomoção urbana aos seus cidadãos. Sob essa ótica, o governo falha na sua obrigação social de promover a população dos grandes centros um trânsito fluído e eficiente, uma vez que não implementa medidas de contenção que visem a diminuição da circulação de veículos particulares nos horários de tráfego mais intenso. Diante disso, consolida-se cada vez mais a crise de mobilidade urbana no Brasil.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção no que tange à ausência de incentivos para a utilização de meios de transporte alternativos. Assim, a Secretaria de Transporte dos estados, em conjunto com ONG’s especializadas, deve desenvolver ações que visem mitigar o problema da ausência de incentivos. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais por meio da comparação da realidade atual do trânsito com o que se espera dele após a implementação dos meios alternativos de transporte. É possível, também, a criação de uma “hashtag” para dar visibilidade e identidade a campanha a fim de solucionar os problemas provocados pela crescente crise de mobilidade urbana no Brasil.