A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/08/2021
Foi no governo de Juscelino Kubitschek, no final da década de 50 que a indústria automobilística ganhou força no Brasil. E, foi com a facilidade de adquirir automóveis que a sociedade passou a consumir tal bem de maneira desenfreada e sem se preocupar com as consequências. Atualmente, a crise na mobilidade urbana brasileira coloca em pauta a necessidade de discussões acerca de quais são os danos de caráter ambiental que surgiram e quais os meios alternativos aos carros para progressivamente revigorar a locomobilidade no Brasil.
A priori, é evidente que, ao decorrer dos anos ter um carro se tornou sinônimo de status social e que o governo auxilia na propagação dessa ideia ao não investir de forma satisfatória em meios como transporte coletivo. Para corroborar esse raciocínio, observa-se que segundo o site do governo, em 2020, R$1,99 bilhão foram utilizados para mobilidade urbana através do Orçamento Geral da União. À luz desse dado, é possível inferir que o valor é baixo e não permite uma melhoria nos trens/mêtros/ônibus que, além de possuirem linhas escassas, circulam de forma precária e insegura. Não se pode negar, com isso que os indivíduos seguirão optando por meios de transportes individuais.
Ademais, o desconhecimento do impacto de gases dos automóveis, faz com que os cidadãos não saibam as causas de danos enfrentados diariamente. É possível observar no site do jornal Estadão, uma área dedicada para mobilidade urbana, ali há que os carros são os principais emissores de gases poluentes, que favorecem o efeito estufa, aquecimento global, efeito smog e também intensificam problemas respiratórios. Assim, o Brasil necessita avaliar como os efeitos negativos estão devastando as cidades e seus moradores, para então favorecer meios mais limpos. Exemplo disso é a Dinamarca, que conta com mais de 12 mil quilômetros de vias para bicicletas e incentiva seu uso através das ciclovias suspensas para que as pessoas não fiquem presas em cruzamentos.
Portanto, é notável que a mobibilidade urbana brasileira necessita de mudanças para gerenciar a crise que enfrenta. Cabe ao governo federal, através do Ministério da Infraestrutura gerar melhorias que otimizem os transportes coletivos do país e criem trens em locais que ainda não o possuam, gerando mais segurança e conforto aos usuários, além de garantir o barateamento da passagem, tal ato fará com que aos poucos a superlotação de automóveis decresça. Além disso, o mesmo ministério deve orçar e incentivar monetariamente que cada estado crie mais ciclovias inteligentes, que facilitem o trânsito e protejam os ciclistas, tal estudo pode ser feito através do Estatuto da Cidade, o qual contém informações que podem auxiliar na organização da melhoria na urbanização. À mídia cabe incentivar o uso de transportes coletivos e limpos. Para assim, o Brasil solucionar sua crise de mobilidade urbana.