A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/08/2021
Thomas More, em seu livro “Utopia”, narra vivências de uma ilha fictícia onde não havia qualquer tipo de problema e beirava a perfeição. Hodiernamente, o Brasil mostra-se distante da idealização de More, principalmente quanto á ampliação de problemáticas relacionadas a mobilidade urbana. Destarte, cabe analisar tanto a ineficiência estatal, quanto o aumento no números de automóveis como fatores que rodeiam esse panorama fatídico.
A princípio, é imprescíndivel destacar a cerca da indolência do poder público em solucionar a adversidade em questão. Sob esse viés, Aristóteles - através do livro “Ética a nicômaco” - afirma que a política deve ser usada com o intuito de alcançar o equiíbrio e bem estar social. Todavia, logo se verifica que esse conceito se encontra deturpado no país, uma vez que o Estado se mostra indiferente a cerca da mobilidade urbana, não buscando uma melhora, o que contribui para a precariedade nos traslados urbanos.
Outrossim, vale salientar a respeito do crescimento da compra de carros e motos para o uso individual das famílias. Essa ideia faz analogia ao pensamento de Karl Marx, o qual afirma que o proletário busca o consumo de bens para se sentir parte do meio. Dessa forma, pode-se trazer á luz ao pensamento crítico de que o trabalhador busca o consumo de bens tangíveis como uma forma de se recompensar, assim sendo, uma consequência do consumo inconsciente seria o aumento de automóveis nas ruas e uma crise na mobilidade urbana.
Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Para antingir a plenitude nesse âmbito, cabe ao Governo Federal, melhorar as condições do transporte público, por meio da destinação de maior verba á esse setor, aumentando as frotas dos mesmos e proporcionando maior segurança aos passageiros, com o intuito de diminuir o número de carros e motos de transporte familiar ou indivíduais. Quem sabe assim, o Brasil possa se assemelhar cada vez mais com a literatura de Thomas More.