A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/08/2021
Com o advento da era técnico-científica-informacional, a mobilidade urbana entrou em pauta como um dos assuntos mais debatidos em todo o mundo. De fato, em virtude do aumento da industrialização, vê-se uma crescente crise na mobiidade urbana brasileira, o que corrobora para um grave problema social: a pouição das cidades. Nesse prisma, a problemática é acometida pelo aumento, cada vez mais, no número de automóveis no país, ocasionado pela péssima infraestrutura do transporte público.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a dificuldade encontrada em solucionar a crise na locomoção no Brasil, deriva da expansão no número de veículos que são os maiores responsáveis, na maioria das vezes, pelos transtornos urbanos. Nessa perspectiva, automóveis, comerciais leves e veículos pesados já somam 1,215 bilhão em todo o mundo segundo dados da Organização Mundial da Indústria Automobilística (OICA), o que é preocupante, pois contribui para o agravamento da poluição, como as chamadas “Ílhas de calor”, e revigoram o efeito dominó em relação ao assunto mobilidade, em que um problema acarreta outro.
Ademais, é importante salientar que o desinteresse da população em usufruir do transporte público decorre da inoperância estatal acerca de investimentos para a valorização desse meio. Nesse viés, no governo do então presidente Juscelino Kubitschek(1956-1961), foi implementada a política “50 anos em 5”, em que o dirigente brasileiro pretendia aumentar o desenvolvimento no país. Entretanto, tal projeto não foi consolidado e as vias ferroviárias e rodoviárias não foram totalmente construídas. Sendo assim, explicita o descompromisso do Estado para com a locomoção nacional pública e justifica que este problema na atualidade vem ocorrendo desde o século passado. À vista diso, implica no porquê do número crescente de veículos automobilísticos mencionados pela OICA.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitigar esse quadro deletério. Para tanto, faz-se mister que o Estado invista na construção de vias rerroviárias e rodoviárias nas cidades, especialmente nas zonas mais movimentadas, com o fito de estimular a sociedade a usufruir do transporte público, por meio de passagens mais baratas e organização nos meios de locomoção para evitar atrasos e estresse aos passageiros além de dimunuir consideravelmente a poluição ambiental. Só assim será possível concluir o projeto inicialmente proposto por JK e fazer com que os dados disponibilizados pela OICA mudem de configuração.