A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 06/08/2021

A dificuldade de se encontrar uma alternativa unânime para eliminar os empecilhos na matriz de transporte nas cidades brasileiras, e evitar que esse problema da mobilidade urbana e torne permanentemente . Superlotação de veículos, desarticulação do direto de ir e vir do cidadão e imensos congestionamentos atrapalham não só a movimentação de uma cidade, como também espaços para a poluição ambiental. Logo, não adianta criar alternativas de mobilidade urbana, mas sobretudo, deve-se firmar uma mobilidade com desenvolvimento urbano e sustentabilidade ambiental .

A princípio, o planejamento estrutural de transportes de uma cidade deve ser enumerado nas pessoas e não nos veículos. Isso implica dizer que, o maior empecilho da mobilidade urbana está na prioridade que se dá aos transportes motorizados individuais. Historicamente, o urbanismo brasileiro privilegiou a fluidez do trânsito para automóveis individuais, e dirigidos para os grandes centros urbanos.

rasileiros sempre foram marcados pela desigualdade social e pela segregação sócio espacial. E isso acaba, de certa forma, prejudicando a universalização do acesso ao transporte público e a democratização de um transporte público eficiente e de qualidade, pois cerca de 82 % da população é urbana, porém 70% concentram-se em apenas 10% do território.

Além disso, muitas das vezes a distribuição da matriz de transportes coletivos acaba gerando deseconomias de circulação ao cobrar altas tarifas no sistema de bilhetagem. O que acaba desfazendo qualquer esforço de se integrar um Plano Nacional de Mobilidade Urbana Sustentável, estimulando ainda mais a individualidade de transportes nas áreas urbanas e a quebra do equilíbrio ambiental.

Então, pode se  afirmar que faz parte de uma natureza do Governo Federal junto com o Ministério das Cidades investir na integração do transporte público, através da implantação de sistemas intermodais, para gerar democratização de acesso a veículos com eficiência e qualidade. O Governo Federal também deveria reduzir as deseconomias de circulação para reafirmar esse acesso. Além disso , diante dos paradigmas do urbanismo, seu desenvolvimento e a sustentabilidade ambiental são as melhores respostas dadas por indivíduos e setores econômicos ás suas necessidades de deslocamento.