A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/08/2021

Durante os chamados “Anos Dourados”, no governo de Juscelino Kubitschek, houve a ampliação da indústria automobilística no país, porém, a frota de veículos aumentou gradativamente, sem que ocorresse, o planejamento gestacional do trânsito, o que tornou- se caótico. Após isso, a cultura crescente da mobilidade urbana só amplificou no país. A falta de infraestrutura e a negligência com emissão de gases poluentes permeiam esse impasse.

Nesse sentido, é importante salientar que investir na infraestrutura automobilística do país poderia trazer resultados imediatos e excepcionais. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), 50% da população leva mais de uma hora entre o trajeto casa-trabalho por causa dos engarrafamentos nos horários de pico. De certo, se houvesse mais planejamento infraestrutural, incentivo ao uso de transportes coletivos, não existiria mais esse colapso automobilístico.

Ademais, ainda há problemas ambientais relacionados ao uso de transportes individuais. Segundo o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), os automóveis são responsáveis por 72,6% das emissões de gases efeito estufa, o que além de prejudicar o meio ambiente, prejudica ainda, os seres humanos com doenças respiratórias e possíveis mortes. O que torna claro que, a diminuição da emissão de gases poluentes, como o monóxido de carbono, é essencial para o fim da crise da mobilidade urbana.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. O Ministério do Transporte deve promover políticas públicas capazes de convencer a população brasileira a fazer mais uso de transportes coletivos. Isso pode ser feito por meio da inserção de novos veículos, mais eficazes e seguros que os atuais, que garantam a segurança de todos. Além disso, também deve ocorrer o aumento do uso de energias mais limpas e renováveis, com o objetivo de diminuir as doenças respiratórias causadas pela inalação de gases poluentes. Somente assim, a mobilidade urbana não será mais um impasse para a sociedade verde-amarela.