A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 27/08/2021
Segundo a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil está em quinto lugar no ranking de países que mais possuem carros no mundo. Dessa forma, com o aumento da frota de veículos nas ruas, a crescente crise na mobilidade urbana afeta diretamente toda a população. Portanto, essa problemática se agrava não só pela limitação do transporte público em várias cidades do país, mas também a banalização na aquisição de carros.
Nesse sentido, o transporte público não consegue atender todas as regiões com a mesma qualidade, por isso muitas pessoas gastam muito tempo para se locomover. De acordo com a pesquisa divulgada pela empresa 99, os brasileiros gastam em média mais de duas horas no transporte coletivo, tempo que poderia diminuir drasticamente se a crise na mobilidade urbana no país fosse analisada com mais seriedade, devido a sua necessidade, pois é um direito do cidadão possuir um transporte público de qualidade.
Desse modo, com a facilidade de crédito que muitos bancos oferecem, adquirir um veículo se tornou mais fácil se comparado com outros anos e quase que obrigatório para muitos brasileiros. No entanto, com o aumento de carros circulando nas vias, a estrutura oferecida por muitas cidades permaneceram as mesmas, aumentando sucessivamente o congestinamento em grandes capitais. Assim como ocorreu em São Paulo, no início do segundo semestre de 2021, a taxa de trânsito aumentou 161% se comparado com o mesmo período do ano anterior, agravando a crise de mobilidade urbana.
Logo, cabe ao Poder Executivo, em parceria com o Ministério da Economia, criar projetos de ampliação das vias públicas para diminuir a taxa de congestionamento. É evidente, que com novas opções de trajetos, os veículos serão melhor distribuídos na cidade e o trânsito iria ocorrer em pontos isolados. Assim, com o decorrer do tempo, o período gasto no trânsporte público irá diminuir e beneficiará todos os usuários.