A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 29/08/2021

Durante o governo de Juscelino Kubitscheck, o Brasil atravessou um período de grandes incentivos financeiros, destinados ao desenvolvimento da indústria automobilística e à construção de rodovias, no plano de metas que ficou conhecido como “Cinquenta anos em Cinco”. Contudo, graças à essa acelerada industrialização e urbanização, vinculada à herança histórica de política rodoviarista, surgiu-se grandes dificuldades no deslocamento da população, que enfrenta uma constante crise na mobilidade urbana. Isso se deve ao sucateamento do transporte público e ao elevado número de congestionamentos nas grandes cidades do país.

O primeiro aspecto que explica os problemas da mobilidade urbana é o sucateamento do transporte público. Segundo números colhidos pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), cerca de 5 milhões de pessoas, na média, fizeram uso de ônibus diariamente nos últimos 3 meses de 2020, na cidade de São Paulo. Esse dado revela a importância do transporte público para grande parte da população. Todavia, ainda existem poucos veículos coletivos circulando pelas cidades, o que ocasiona a superlotação em horários de pico, colocando a segurança das pessoas em jogo, e intermináveis atrasos nas linhas de ônibuas.

Em segundo lugar, é importante ressaltar que os frequentes congestionamentos são fator que prejudica a mobilidade urbana brasileira. Devido ao processo de industriliazação e à facilidade para adquirir veículos pessoais, como carros e motos, a partir do governo de JK,  o contigente de veículos  aumentou de maneira desenfreada. Além disso, pode-se dizer que criou-se uma cultura, no qual o carro é sinônimo de status social. Assim, se a quantidade de carros nas ruas já era grande, ela continuou a crescer, fazendo com aparecessem congestionamentos espalhados pelas cidades brasileiras.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas. Primeiramente, os Governos Estaduais devem promover um corredor exclusivo para o deslocamento de ônibus, para que o fluxo de veículos públicos ocorra de maneira mais rápida, evitando possíveis atrasos. Em segundo lugar, o Ministério dos Transportes deve realizar campanhas publicitárias que incentivem a população a usarem aplicativos de carona, para que duas ou mais pessoas possam utilizar o mesmo veículo para transporte, reduzindo assim  a quantidade de carros nas ruas. Dessa forma, a mobilidade urbana brasileira tende a melhorar.