A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 31/08/2021
Com o advento da Revolução Industrial, no século XIX, o processo rápido e massivo de urbanização irregular gerou uma superlotação nas cidades, ampliando exponencialmente questões sociais críticas. Paralelamente, a realidade histórica apresentada pode ser relacionada à hodierna: na qual a mobilidade urbana desordenada impulsiona problemas estruturais e ambientais – como a precariedade na infraestrutura de transportes coletivos e poluição desenfreada. Todavia, a tentativa do distanciamento dessa realidade pelo coletivo reflete a necessidade da revisão de políticas públicas para assegurar a mitigação desse desafio.
Mormente, o processo de expansão urbana, resultante da modernização de indústrias e cidades, ocorreu de forma acelerada e desorganizada. Nesse viés, a ausência de planejamento e fiscalização corroboram diretamente à geração de problemas modernos, como a desordem na mobilidade espacial da população. Sob essa conjectura, a lacuna na infraestrutura de transporte é preenchida pela superlotação das rodovias e poluição atmosférica, indicando a urgência de alternativas sustentáveis a locomoção social.
Outrossim, a relação humana com a natureza é drasticamente alterada mediante a exploração e contaminação atmosférica desenfreada, motivado pelo estopim da máquina capitalista e defasado modelo fordista de produção. Consoante ao pensamento de Émile Durkheim, a coercitividade social influencia nas ações individuais, demonstrando o peso da opinião coletiva na normalização desse estilo de vida como substituição a sustentabilidade. Desse modo, infere-se ao Estado e nação o papel elementar de combater a poluição e consumismo, visando a possível erradicação desse nocivo padrão.
Destarte, é mister a mobilização do Estado na tomada de providências no intuito de amenizar o quadro atual. Para a resolução dos desafios instaurados pela mobilidade urbana desordenada, urge que o Ministério do Desenvolvimento Regional implemente, por meio de investimentos estatais, um projeto de incentivo a transportes públicos coletivos com infraestrutura de qualidade destinadas às regiões afetadas do país, nas quais os moldais de locomoção mais sensibilizados situam-se. Ademais, o programa deve fomentar políticas de incentivo ao uso de vias alternativas e desencorajar o consumismo descomedido na indústria automobilística, com objetivo de garantir a proteção ambiental. Somente assim a sociedade poderá exercer um impacto positivo na mobilidade urbana, como sugere Durkheim.