A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 02/09/2021

Debate-se muito, correntemente, sobre as dificuldades da mobilidade urbana no Brasil e como ela afeta o cotidiano da população. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2020, o Brasil contabilizou 58 milhões de automóveis, 36% a mais do que em 2010, quando registrava 37 milhões. Esse aumento influencia ainda mais no conflito de locomoção, por existir mais veículos nas ruas, persuadindo a utilização de outros meios de transpote pelos cidadãos.

A priori, desde o grande insvestimento rodoviário no governo de Juscelino Kubitschek, o princpal modal no Brasil é o rodoviário. Essa condição influencia de modo prejudicial na qualidade e na agilidade do transporte urbano e rodoviário. Dessa maneira, fica evidente que a população deve readequar o meio de se locomover e optar por transportes públicos. Todavia, o aumento das passagens e a superlotação dos metrôs e ônibus, agem como empecilho para essa mudança, ficando evidente que existe a necessidade da criação de políticas públicas que ajudem os responsáveis pelos meios de transportes públicos, a custear parte dos seus gastos para  que a haja valores menores.

De outra parte, com a pandemia da COVID-19, e com a grande implantação do “home office” e do EaD (Ensino à Distância), as pessoas viram como oportunidade trabalhar e estudar em sua própria casa, economizando seu tempo e dinheiro, sem a necessidade de se locomover até o seus destinos. Evidentemente, a procura por esses tipos de trabalhos, têm propensão a crescer atualmente. Desta forma, as empresas devem dar a opção, quando possível, para seus funcionários trabalherem de casa. Assim, haverá menos carros nas ruas e as instituições não precisarão oferecer vale-transporte para funcionários que utilizam transportes públicos.

Portanto, é possível entender como resolver as dificuldades encontradas para se locomover nas cidades, buscando utilizar transporte público, ou até mesmo evitando usar, como no caso do trabalho remoto. Para atender melhor a população brasileira, as empresas que contam com serviços virtuais, como atendimento ao cliente, devem ampliar as vagas de emprego em “home office”, para que mais pessoas possam trabalhar em casa, sem necessidade de locomoção. Similarmente, cabe ao Ministério da Infraestrutura (MInfra), investir na maior quantidade de meios de transporte com qualidade, para que a população deixe seus carros em casa e passem a utilizar o transporte público, e influenciar por meio de propaganda em televisão e redes sociais os cidadãos de média e alta renda, que não os utilizam, passem a utilizar. Adicionalmente, o MInfra deve auxiliar financeiramente para que ocorra a diminuição do preço das passagens, e assim a população mais carente também seja atendida. Dessa forma, haverá menor movimentação de automóveis particulares, e a mobilidade urbana melhorará.