A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/09/2021
Para melhoras na mobilidade do Brasil, foi implantada a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Ainda assim, problemas como as mudanças nos preços das passagens do serviço público ou até mesmo o aumento na poluição nas metrópoles continuam persistindo. Portanto, a locomoção nas cidades precisa de mais atenção e investimentos dos órgãos públicos para que funcione de forma a cumprir suas funções de modo agradável para quem depende desses serviços e para quem vive na região.
Primeiramente, mobilidade urbana se trata dos meios em que a população se desloca, estando muito ligada às questões de planejamento das cidades. Assim, o que poderia ser usado como instrumento para desenvolvimento social do país, ainda passa por diversos empecilhos. Tais quais, nos transportes públicos, com variações de preços dos bilhetes, dos quais 44% dos brasileiros, segundo o Ibope, dependem do mesmo como único modo de locomoção possível, não conseguindo acompanhar as mudanças e também a falta de ônibus em diversos municípios.
Além disso, mesmo que a Política Nacional de Mobilidade Urbana tenha atribuído maior liberdade e inclusão na movimentação, não superou por completo o histórico estímulo ao transporte automotivo particular, o chamado “carrocentrismo”, um modelo ainda muito excludente e insustentável para a maioria da população. Desta maneira, contribuindo com o aumento da alta concentração de poluidores que acabam sendo emitidos para a camada de ozônio e engarrafamentos.
Sendo assim, a mobilidade urbana ainda tem diversos impasses a ser superados para garantir conforto para a população e para o planeta continuar se desenvolvendo sem tanta poluição dos carros no ar. Para isso, é necessário que o Governo Federal revise a Política Nacional de Mobilidade Urbana, incrementando medidas de padronização e estabilidade financeira sobre os serviços compartilhados. Além da distribuição de mais ônibus disponíveis, que acessem o máximo possível do povo, tal como a adesão do meio conhecido como “Estacionar e dirigir”, disponibilizando estacionamentos pelas metrópoles para que as pessoas possam deixar seus veículos e usar o transporte público para chegar até a parte central da cidade, evitando congestionamentos e poluidores.