A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/11/2021
A Revolução Industrial foi um período de profundas transformações econômico-sociais, iniciada na Inglaterra no século XVIII, se alastrou pelo mundo, esse modo de produção capitalista provocou a migração em massa da população para os grandes centros urbanos. Todavia, todo esse desenvolvimento associado a falta de planejamento acarretou na crescente crime na mobilidade urbana brasileira. Perante o exposto, torna-se impreterível encontrar soluções para reverter esse empecilho, que tem como impulsionador não só a falta de infraestrutura, mas também a omissão governamental.
Sob esse viés, pode-se apontar como um fator fomentador desse contratempo a falta de infraestrutura. Á frente desse cenário, é valoroso destacar os dados do Tesouro Nacional Brasileiro, que apresenta o menor investimentos em infraestrutura dos últimos 10 anos. Dessa maneira, é possível perceber que essa falta de verbas contribui para a crescente crise na mobilidade urbana brasileira, visto que a demanda por locomobilidade aumentou com o passar dos anos e o número de habitantes no Brasil alcançou a marca dos 213,6 milhões em 2020, segundo o Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística. Assim, verifica-se a necessidade de investimentos voltados para a mobilidade brasileira, para que essa crise não piore ainda mais nas próximas décadas.
Além disso, outro ponto relevante nessa temática é a omissão governamental que está ,fortemente, presente nesse imbróglio. Nessa conjuntura, vale ressaltar o pensamento de Hideraldo Montenegro, o Estado deixa de cumprir sua essência fundamental quando não consegue escudar sua população. De fato, o Estado tem descumprido o seu papel de salvaguardar seus cidadão quando não contém a crescente crise de mobilidade urbana no Brasil, uma vez que a defasagem no transporte coletivo, nas ciclovias e em outros meios de transporte dificultam o deslocamento da população, principalmente, de casa para o trabalho. Logo, é incontestável que o Estado não tem favorecido para o bem-estar dos indivíduos, por isso é preciso que a negligência estatal seja combatida.
Depreende-se, portanto, que o caminho para reverter a crescente crise de mobilidade urbana brasileira é custoso, mas precisa ser percorrido. Para isso, o Ministério da Infraestrutura deve fornecer verbas para um grande investimento em planejamento urbano, por meio das prefeituras municipais e governos estatuais, a fim de melhorar os meios de locomoção da população e reverter a falta de infraestrutura presente na imobilidade. Tal ação pode, ainda, contar com o apoio do Ministério Público para compreender as reais dificuldades da população. Simultaneamente, é preciso combater a omissão governamental presente nessa adversidade. Por conseguinte, será possível reverter as contravenção iniciadas na Revolução Industrial.