A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 17/10/2021

Durante os governos de Getúlio Vargas e JK a indústria automobilística cresceu significativamente no Brasil, junto com os usuários desse meio de transporte. Por conseguinte, na contemporaneidade a mobilidade urbana nos grandes centros brasileiros entrou em colapso, devido ao alto número de carros nas rodovias, que são motivados principalmente pela falta de infraestrutura em transportes coletivos. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para resolver tal problemática.

Diante deste cenário, é necessário entender de que maneira o elevado uso de carros se caracteriza como um desafio. Primeiramente, a falta de planejamento das cidades do país inviabiliza a construção de quantidades expressivas de ruas para o tráfego, o que leva os motoristas a utilizarem sempre as mesmas rotas nos mesmos horários, surgindo problemas como o de engarrafamentos e acidentes. Em outras palavras, essa crise pode ser encontrada no expressivo uso de automóveis como carros, que frente a falta de estrutura urbana dificultam a mobilidade.

Outrossim, a falta de veículos públicos para o transporte da população também se faz nocivo. Segundo o IBOPE, a lotação em ônibus subiu de 36% para 59% entre 2014 e 2019, sob pena de dificultar o seu uso, tanto na questão espacial, quanto em sua estrutura, uma vez que quanto mais pessoas o utilizarem, mais precário ele ficará. Ademais, em consonância com o já supracitado, percebe-se o desestímulo do uso de transportes coletivos motiva a compra de carros e demais veículos individuais. Logo, a baixa infraestrutura para tal impossibilita a reversão do panorama nacional.

Em suma, a falta de estrutura para com o transporte público leva ao crescente uso de meios de locomoção individuais, os quais estão inteiramente interligados com a crise na mobilidade urbana brasileira. Portanto, cabe a maiores instâncias, como ao Ministério do Transporte, incentivar o uso de ônibus pela população, por meio do maior investimento financeiro nesse setor, de forma a melhorar sua qualidade e incentivar o seu uso. Para que assim, o tráfego de carros diminua, revertendo o cenário caótico da mobilidade brasileira que teve seu início no século XX com o maior número de indústrias automobilísticas no país.