A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 25/09/2021

Promulgada no ano de 1988, a Constituição Federal assegura aos brasileiros o direito essencial de ir e vir. Entretanto, diante das crises vivenciadas na atual conjuntura da mobilidade urbana, detém que a população utilize desse poder na prática. Com efeito, faz-se necessário debater sobre a falta de planejamento das cidades e o grande aumento de veículos individuais nas ruas.

A priori, é imperioso destacar o descaso do Poder Público em relação à falta de planejamento das cidades. A precariedade da infraestrutura surgiu com a Revolução Industrial no século XIII, tornando as cidades como centro de acontecimentos sociais e econômicos, com isso, ocasionou uma superlotação da população em determinados polos industriais, também a inacessibilidade de transportes públicos de qualidade, a falta de rodovias e viadutos adequados. Diante disso, é dever do Estado garantir transitabilidade a todos os cidadãos, agindo ativamente perante as responsabilidades em promover o bem-estar social.

Outrossim, é impertativo pontuar que na década de 50, no Brasil, o presidente Juscelino Kubtschik criou uma política desenvolvimentista que abriu capital internacional em grande escala para indústria automobilística. Tal processo incitou uma “cultura carrocêntrica” e desde então o número de veículos individuais nas ruas só cresce. Essa cultura traz a ideia de que só é bem sucedido quem tem um carro, e quem faz o uso de transporte público é uma pessoa pobre. Em face do exposto, o excesso de veículo nas rodovias representa uma grande causa da falta de locomoçao urbana, além do aumento do consgestionamento nas rodovias e da concentração de CO2 na atmosfera.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater às dificuldades da mobilidade urbana. Para tanto, cabe ao governo federal amplificar os projetos que tratem de melhorias nos planejamentos infraestrutural, organizando o território urbano, construindo malhas cicloviárias, linhas de metrô que alcancem todas as regiões dos municípios. Além da criação de políticas públicas no apoio ao incentivo de deslocamentos da população de forma mais sustentável, aderindo aos meios de transportes coletivos e às bicicletas. Espera-se, com isso, reverter esse atual cenário de desordem e a falta de planejamento das estruturas municipais, a fim de que todos posssam ter acesso aos direitos constitucionais antevisto na Carta Magna brasileira.