A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/10/2021
O Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial e, sendo um país em desenvolvimento, é de se esperar que haja problemas quanto à mobilidade. O fluxo de carros e pessoas vem aumentando nos últimos tempos e esse aumento não é acompanhado de políticas públicas adequadas. Podemos destacar vários obstáculos quanto à mobilidade urbana, entre eles o incentivo em massa a automóveis próprios e a precária estrutura de transportes.
Em primeiro lugar, cabe analisar de que forma esse incentivo é feito e quais seus efeitos atualmente. No governo de Juscelino Kubitschek, nos anos 50 e 60, houve um forte investimento na indústria automobilística e construção de rodovias. Fica claro que, esse estímulo ao transporte individual perdura até hoje, haja vista a quantidade de carros circulantes e de estacionamentos, o trânsito caótico, principalmente, em horário de pico e a lentidão no centro das grandes cidades. Percebe-se, assim, a necessidade do desestímulo a esse modal.
Em segundo plano, é necessário voltarmos o olhar às condições estruturais do transporte público: o alto custo da passagem, a demora entre a saída e chegada, a insegurança e o desconforto, geram atrasos, estresse, ansiedade e até mesmo problemas sociais, econômicos e de saúde – como, por exemplo, problemas respiratórios causados pela emissão de gases poluentes. Logo, fica evidente a urgência de melhoria no transporte coletivo.
Dessa forma, faz-se necessário um acordo entre municípios, estados e empresas visando a ampliação das linhas de ônibus e metrô. Além disso, em algumas cidades, já ocorre o serviço de compartilhamento de bicicletas e patinetes, ofertado pelo banco Itaú e algumas empresas privadas. Outras medidas cabíveis, que poderiam servir de exemplo, seriam a redução das vagas de estacionamento rotativo e aumento de seu preço, realizadas pelo ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa. Somente assim, é possível a melhoria do transporte público e sua maior adesão.