A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/10/2021
Na sociedade contemporânea, é visto que o fenômeno da globalização, desde o fim da Guerra Fria, tem impulsionado a conexão social e econômica, e consequentemente proporcionado uma crescente crise em relação à mobilidade urbana, afinal o aumento de indivíduos gerou uma deficiência estrutural nas cidades. Sob este viés, é notório que a qualidade ineficiente de transportes públicos, e também a falta de infraestrutura das cidades afeta o deslocamento populacional provocando, por exemplo, o tráfego exacerbado, embora a concentração de carros tenha diminuído, segundo pesquisa feita pelo IBOPE. Dessa forma, a Carta Magna fundamenta o direito de ir e vir, apesar de que a gestão pública é ainda ineficaz, sendo imprescindível firmar as causas legislativas para reduzir a crise de locomobilidade.
Nesse cenário, a relação entre cidadãos e deslocamento é ainda limitado. Sob tal ótica, os indivíduos, em sua maioria, preferem optar pela utilização de veículos particulares, afim de garantir segurança, afinal a violência urbana é uma das causas à crescente crise de mobilidade populacional. Além disso, a infraestrutura locacional contribui para tal fator, como a falta de iluminação e a má distribuição quanto às rodovias. Dessa forma, a sociologia urbana, compreendida na Escola de Chicago, foi responsável por abranger fenômenos citadinos que infuenciam o modo de vida, como o ritmo intenso.
Correlativamente, a ineficácia legislativa corrobora com a problemática. Nessa lógica, a gestão pública eficiente é responsável por manter a ordem - fator que se distancia - afinal o investimento em ciclovias ou até mesmo a ampliação de corredores aos ônibus, que facilitaria o deslocamento, é ainda deficiente, podendo ser reflexo da má administração ao capital governamental. Dessa maneira, a Constituição Federal garante o direito de ir e vir, mas a política de mobilidade urbana ainda não é favorável a toda população.
Diante do exposto, é necessária a afirmação da aquiescência pela população, dado que o fluxo de pessoas é concedido diariamente. Destarte, as associações de pedestres, em conjuntura com elementos midiáticos, a fim de garantir a segurança e a eficiente mobilidade, deveriam realizar manifestações populacionais que assegurem o direito de ir e vir, acompanhada por discussões sobre a abertura de ciclovias e de faixas exclusivas aos ônibus, mas também operações policiais. Tal medida poderá ser feita por meio de propagandas apelativas ou com a criação de associações. Além disso, o Governo Federal deveria fundamentar a eficaz gestão pública para que o tráfego exacerbado seja minimizado, diminuindo assim as mazelas sociais.