A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/11/2021
Durante o governo JK, o plano desenvolvimentista foi o marco de um período de euforia nacional, visto que ele priorizava a construção de rodovias e gerava a sensação de evolução para os brasileiros. Porém, esse método não analizou as necessidades de cada região e acarretou a precariedade na mobilidade urbana pelo país. Logo, analisar problemas, como o prejuízo econômico e o status causado pela compra de um veículo particular é necessário para a busca de soluções.
Em primeiro plano, deve-se relatar como a ausência de mobilidade nas cidades prejudica de forma direta a economia do país. Em sua maioria, países com a urbanização tardia sofreram esse processo de maneira rápida e desorganizada, o que gerou a segregação socioespacial - periferias longe dos grandes centros. Desse modo, uma concentração de trabalhadores precisa se deslocar mais cedo e por mais tempo no trânsito, o que resulta uma menor produtividade pelo cansaço ocasionado no processo de deslocamento. Essa realidade fica mais evidente, por meio dos dados da Confederação das Indústrias do Rio de Janeiro, que relatam a perda anual, em média, de 4% do PIB nacional devido a precária mobilidade.
Outrossim, o status que o automóvel particular gera socialmente deve ser mencionado. De forma histórica, diversos governos brasileiros investiram em propagandas de carros para que as estradas fossem valorizadas e essas propagandas impulsionaram o desejo pelos veículos, pois passam a noção de agilidade. Entretanto, o excesso de automóveis resulta estradas cheias e com congestionamentos frequentes. Segundo uma notícia do site G1, existe 1 carro para cada 4 pessoas no Brasil, o que confirma essa influência midiática na população.
Portanto, reduzir essa situação histórica de mobilidade urbana é necessário. Sendo assim, o Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com o Ministério da Economia, deve elaborar um plano concreto para a melhoria da mobilidade nas cidades. Esse plano, deve apresentar os modais viáveis a cada região do país, obras a serem realizadas e aumento da frota de transporte público, por meio de dados fornecidos pelos municípios, a fim de proporcionar agilidade no trânsito e a adesão social a outros meios de condução.