A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 11/10/2021

A partir da década de 60, no Brasil, planos de desenvolvimento industrial, econômico e tecnológico se mostraram em evidencia e ocasionaram em um imenso êxodo rural que concentrou a maior parte da população nas cidades. Hodiernamente, nota-se que esse crescimento repentino exibe suas consequências na crescente crise de mobilidade urbana no país. Desse modo, cabe refletir sobre o grau de responsabilidade do governo brasileiro nesse impasse e em como isso fomenta na poluição do planeta.

Inicialmente, vale ressaltar que haviam boas intenções no plano governamental de desenvolvimento do Brasil no século passado, Entretanto, devido a falta de estrutura das cidades e baixa capacidade do governo, presencia-se uma alta densidade de tráfego no país. Prova disso é um estudo feito pela Mobilize, portal brasileiro de estudo sobre mobilidade sustentável, que concluiu que a mobilidade urbana brasileira é uma das piores do mundo. Tal fato deixa claro que os aspecto pelo qual o governo brasileiro mais é responsável é na pouca atenção dada ao empecilho, assim como no ato de estimular mas não ter estrutura o suficiente para comportar o seu próprio plano desenvolvimentista.

Além disso, outra consequência da dificuldade de locomoção no meio urbano é o aumento da poluição. Visto que, o número elevado de veículos afeta também o Planeta por intermédio da emissão de gases poluentes, assim como a contribuição para a ocorrência de fenômenos de origem antrópica como as ilhas de calor presentes nas grandes cidades. Isto posto, fica claro que esses eventos se mostram contrários a agenda 2030 da ONU, na qual um dos seus objetivos é garantir a sustentabilidade ambiental, meta totalmente oposta aos acontecimentos citados acima.

Portanto, são necessárias medidas que busquem amenizar a problemática explorada. Assim, o Ministério da Infraestrutura e o Ministério do Meio Ambiente - responsáveis, respectivamente, pela política nacional de transporte e proteção do meio ambiente brasileiro - devem se unir com a intenção de atenuar a densidade do tráfego urbano e a consequente liberação de gases promotores do efeito estufa, por meio de políticas públicas que modifiquem a estrutura das cidades, suas ruas e avenidas, e incentivem o uso seguro e sustentável de transportes alternativos, a fim de se obter uma área urbana que comporte os seus habitantes com efetiva mobilidade e sustentabilidade.