A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 18/10/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6, que é dever do Estado assegurar uma boa qualidade de vida a todo cidadão. Contudo, essa lei não se revela com ênfase na prática, visto que faltam políticas públicas para conter a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Causada pela falta de infraestrutura nos transportes públicos, ela gera como consequência o aumento do fluxo de carros e o congestionamento do trânsito.
Em primeiro lugar, a falta de infraestrutura nos transportes públicos é um grande problema para a crise na mobilidade urbana. Isso acontece porque as pessoas preferem ficar no trânsito a viajarem desconfortáveis em um transporte público que, na maioria das vezes, está com superlotação. Em entrevista feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 83% dos entrevistados deixaríam de utilizar o automóvel caso houvesse uma alternativa de transporte público que estivesse de acordo com as suas expectativas.
Nesse contexto, as principais consequências da falta de infraestrutura nos transportes públicos são o aumento do fluxo de carros e o congestionamento do trânsito, e esses fatores são grandes responsáveis pela crise na mobilidade urbana. Com o engarrafamento causado pela quantidade excessiva de automóveis, os cidadãos ficam impossibilitados de circular livremente pelas avenidas da cidade, o que afeta sua qualidade de vida e fere o artigo 6 da Constituição. A crescente crise na mobilidade urbana necessita de políticas públicas de intervenção.
Diante dos argumentos supracitados, o Estado, como defensor dos direitos da população, deve investir em constantes melhorias nos transportes públicos, por meio de implementação de faixas exclusivas para ônibus e aumento da frota. O objetivo é ter um transporte público de qualidade e com mais espaço disponível, para que os cidadãos se sintam confortáveis em andar de ônibus, e, assim, tenham uma melhor qualidade de vida.