A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 26/10/2021

A urbanização brasileira, ocorrida juntamente com a industrialização, na segunda metade do século XX, tornou hegemônico no país o modal rodoviário. Entretanto, alguns anos depois, o Brasil começou a sofrer consequências em decorrência da crise na mobilidade urbana. Assim, pode-se dizer que esse cenário caótico é fruto não apenas da ausência de pluralidade de transportes, mas também das péssimas condições dos transportes públicos coletivo.

Em primeiro plano, é importante destacar que a inexistência de multimodais de transporte no Brasil fomenta o impasse. Isso porque, à medida que a frota de automóveis cresce, o trânsito, principalmente nos grandes centros urbanos, tende a ficar mais caótico, o que representa um agravamento do problema em questão. Tal cenário pode ser comprovado ao analisar dados do portal de notícias “Carta Capital”, os quais mostram que a frota de carros, no Brasil, cresceu 20%, somente na última década. Dessa forma, nota-se que, sem a implementação de políticas eficazes, o problema se perpetuará.                  Ademais, vale ressaltar que as condições insalubres dos transportes coletivos diminui a aderência desse meio de locomoção pela população. Isso acontece devido ao fato do Estado, como assegurador de direitos básicos, de acordo com a Constituição de 1988, ser omisso no que tange à melhoria do transporte público, uma vez que, de acordo com oportal de notícias G1, pelo menos 10% dos ônibus se encontram em péssimas condições. Dessa maneira, pelas más condições, uma parcela dos brasileiros prefere ir ao trabalho, por exemplo, de carro próprio, fator que ocasiona problemas de mobilidade ao ambiente citadino.

Destarte, é preciso que medidas sejam implementadas à sociedade brasileira, a fim de suprimir os problemas relacionados à mobilidade urbana. Para isso, o Poder Executivo municipal de cada município, deve, por meio de incentivo à população local, como diminuição dos preço das passagens e aquisição de bicicletas, buscar diminuir a frota de veículos circulantes. Além disso, é dever do mesmo órgão garantir reparos períodicos nos transportes coletivos. Tais ações terão o objetivo de garantir maior fluidez no trânsito e permitir a pluralidade de modais de transportes. Feito isso, o Estado será assegurador de direitos básicos, como defende a Carta Magna de 1988.