A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/11/2021
Durante o governo de Jucelino Kubitchek -JK- já na segunda metade do século XX, houve um grande investimento no transporte rodoviário. Em detrimento a isso, o Brasil tem enfretado constante crise na mobilidade urbana, advinda da falta de investimento em outros modais de transporte. Nesse âmbito, convém analisar acerca da causa e consequência de tal problemática hodiernamente.
Em primeiro plano, é válido conceber como a falta de investimentos em outros modais corroboram para o impasse. Desse modo, o diminuto tamanho de malha metroviária nos centros urbanos, faz com que o estímulo pela a aquisição de veículos se acentue, uma vez que, a escassez de linhas causam a precariedade e grande lotação dos trens. A exemplo disso, segundo dados do G1, a venda de veículos cresce cerca de 14,6% a cada ano.
Outrossim, conforme proposto pelo físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Nesse sentindo, análogo ao pensamento do estudioso, a potencialização na aquisição de automóveis no cenário hodierno contribui para a maior emissão de dióxido de carbono - gás estufa - na atmosfera, com isso, têm-se a colaboração para o aquecimento global, acentuação do efeito estufa. Decorrente ao pressuposto, há uma elevação da temperatura média global e do derretimento das geleiras, desencadeando em graves problemas ambientais como o aumento do nível dos oceanos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Dessa forma, para que a crise na mobilidade urbana se amenize, urge que o Governo Federal, por meio de verbas governamentais invistam em outros modais de transporte como o metroviário para que os cidadãos brasileiros tenham maior conforto nos trens e a aquisição de automóveis não será necessária. Por fim, a política de investimento rodoviário incentivada no governo JK se distanciará do cenário brasileiro, tendo assim uma mobilidade digna.