A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/10/2021

De acordo com a filósofa existencialista Simone de Beauvoir, o maior problema do indivíduo é familiarizar-se com os escândalos. Analogamente, no contexto nacional atual, existe a consolidação de uma grave problemática quanto a se habituar com a crescente crise na mobilidade urbana. Isso ocorre, seja pela má influência midiática, mas também, pela lenta mudança na mentalidade social.

Dessa forma, em primeira análise, a falta de informações corretas divulgadas pela mídia é um desafio presente no problema. Isso, consoante ao pensamento de A. schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo que a cerca, ocorre porque a mídia é deficitária e pouco prepara o cidadão no que tange à mobilidade urbana, tal como seus crescentes números. Assim, é preciso que a mídia seja vista como colaboradora ao informar a sociedade , para não prejudicar o coletivo.

Em paralelo, a alienação social é um entrave no que tange à problemática. Nesse viés, Chimamanda  Adichie defende que " A cultura não faz as pessoas; as pessoas fazem a cultura". Tal perspectiva aponta a responsabilidade individual de mudar o pensamento coletivo sobre possível colapso no trânsito, visto que a dificuldade no deslocamento na cidade gera, para substancial parcela desafios para condições de vida favorável. Por isso, é necessário suscitar a ação individual para a construção de uma sociedade desejada.

Urge, portanto, a necessidade de que  os meios midiáticos, com sua grande abrangência , por meio de entrevistas com especialistas no assunto que serão televisionadas e “podcasts”, informem a sociedade sobre os impactos que a crise na mobilidade urbana pode causar, a fim de amenizar o problema atualizando a mentalidade social. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis do instagram para atingir mais pessoas. Com isso, o corpo civil será mais educado e a desinformação não será mais uma realidade no Brasil.