A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 25/10/2021
A cidade de Zurique, na Suíça, é tida como exemplo quando o assunto é mobilidade urbana, porém, ao chegar no Brasil, é notória a crescente crise no tráfego de transportes. Contudo, a falta de qualidade dos transportes públicos contribui para a escolha dos cidadãos: utilizar automóveis particulares. Logo, é necessário investimento na mobilidade urbana de maneira consciente, assim como democratizar o acesso ao transporte público.
Sob esse prisma, os congestionamentos causados pela grande circulação de automóveis são um dos problemas que assolam o Brasil. De acordo com uma matéria publicada pelo Estadão em 2020, Curitiba é inspiração para o restante do mundo por atender a demanda de quase todos os seus habitantes apenas com linhas de ônibus. Entretanto, é a cidade exceção no país, visto que em outras cidades com quantidade semelhante de moradores há altas taxas de engarrafamentos, como em São Paulo. Dessa forma, é revelado desleixo à mobilidade urbana.
Em segundo plano, possuir um automóvel é parte da lista de desejos de substancial parcela da população. Embora a mobilidade urbana esteja em crise, segundo a pesquisa realizada pelo IBOPE no ano de 2019, de 2014 a 2019 houve aumento de 23% no número de lotação nos ônibus, concluindo que cada vez mais pessoas vêm optando por transporte público. Todavia, apesar do aumento de usuários do transporte coletivo, é ignorado a necessidade de melhorias tanto em ônibus, quanto na sua quantidade. Portanto, percebe-se o abandono para com as necessidades da população.
Em suma, é dever do Ministério dos Transportes, aumentar a quantidade de ônibus, por concessões realizadas com empresas prestadoras de serviço de transporte público, para que diminua a lotação nos ônibus, além de, consequentemente, diminuir o número de veículos particulares em circulação.