A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 29/10/2021
A Constituição Federal, documento situado no topo do ordenamento jurídico brasileiro, garante à população o direito de ir e vir. No entanto, a efetivação desse direito se trata de um cenário longínquo, dado os percalços que envolvem a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Logo, é preciso analisar a displicência governamental e a falta de ação da sociedade como as principais causas do revés.
Nessa perspectiva, denuncia-se o desserviço estatal como um dos principais causadores do imbróglio. Para Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Nesse sentido, por mais que o direiro de ir e vir seja garantido constitucionalmente, o Poder Público falha em não proporciona-lo com integridade para o corpo social, como, por exemplo, a baixa qualidade dos serviços prestados pelas empresas de ônibus e a falta de infraestrutura das vias cicláveis , o que faz, em razão disso, com que as pessoas optem por outras formas de deslocamento que não seja ônibus ou bicicleta, o que prejudica a mobilidade urbana. Assim, é ilógico pensar que, em um país que se consagra desenvolvido, políticas que garantam um bom deslocamento urbano sejam secundarizadas.
Outrossim, constata-se que a falta de atitude social possui estreita relação com o infortúnio. De acordo com Djamila Ribeiro, filósofa brasileira, " para pensar soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilade." Desse modo, por mais que o Estado não facilite para solucionar a crise da mobilidade urbana, as pessoas tem que ser proativas e contribuir para combater esse problema, como, a título de exemplo, usar bicicletas para se deslocar nas cidades, o que, por fim, ajudaria a minimizar o empecilho do deslocamento urbano. Dessarte, enquanto não ocorrer a invalidação da falta de conscientização das pessoas em não contribuir para a fluidez da locomobilidade urbana, esse quadro nefasto irá se perdurar.
Em suma, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados a crise na mobilidade urbana brasileira. Logo, o Ministério da Infraestrutura, órgão responsável pelas políticas nacionais de transporte, deve realizar, por meios de reformas infraestruturais e nos serviços de transportes público, alternativas eficientes para que as pessoas possam se locomover de bicicleta ou ônibus, a fim de que se reduza o número de veículos que circula nas cidades e melhore a mobilidade urbana. Feito isso, poder-se-ia testemunhar o direito de ir e vir fora dos papéis.