A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 02/11/2021
No governo de Jucelino Kubitschek, período de expansão industrial no território brasileiro, a indústria automobilística criou a ideia de que carro é sinônimo de status social, a mesma ideia perpétua na atualidade. Contudo, o Brasil sofre com os desafios da crescente crise mobilidade urbana, isso acontece devido à falta de políticas públicas efetivas que promova melhorias nas condições de mobilidades das pessoas, inclusive na infraestrutura de transporte público. Logo, faz-se necessário uma intervenção.
Em primeiro plano, desde o surgimento dos centros urbanos, o país enfrenta questões sociais e ambientais ligados ao direito de ir e vir dos indivíduos, destacado no artigo 5° da Constituição Federal. Entretanto, a falta de planejamento estratégico para melhorar a mobilidade, faz com que aumente o transporte individual mobilizado, crescendo o número de veículos em circulação, consequentemente acarretando congestionamento urbano e alta nos acidentes de trânsito, posteriormente afeta outras questões sociais, como a saúde pública e das pessoas. Dessa maneira, apesar da existência de planos legislativos para melhoramento da mobilidade urbana, a exemplar do Plano Nacional de Mobilidade Urbano que visa integração de diferentes transporte e melhoramento a acessibilidade e mobilidade da pessoa, todavia essa ideia se mostra além da realidade pois de fato esse regulamento não é realizado pelo Estado, tornando-se ineficaz.
Em segundo análise, o transporte coletivo surgiu entre os direitos sociais como alternativa de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, entre eles a oportunidade de deslocar-se pela cidade. Porém, o percurso realizado pelo sujeito é precário, o que ocorre devido a falta de capital destinado pelo governo aos transporte públicos de qualidade a população, proporcionando a preferência aos transporte individuais, visto que não será necessária percorrer longas viagem em veículos lotados e sem qualquer segurança essencial para seus passageiros. Destarte, tal questão é alarmante e afeta a teia social.
Portanto, deve ser destinado às prefeituras recurso específico para a implementação de faixa azul (exclusiva para ônibus), o que facilitará o deslocamento desses veículos, reduzindo o tempo gasto no trânsito e estimulando novas pessoas a aderirem ao uso do transporte público. Além disso, o Estado, em parceria com os municípios, deve injetar recursos para a renovação e ampliação das frotas de ônibus das cidades brasileiras, o que acarreta em melhoria na qualidade do serviço, também favorecendo uma possível troca do transporte particular pelo coletivo por parte da população, o que promoverá uma redução do congestionamento.