A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 05/11/2021

No documentário brasileiro “130 km” retrata os problemas da mobilidade urbana, descrito nas palavras de quatro pessoas que moram na periferia de São Paulo. Nos dias de hoje esses problemas ainda são recorrentes, portanto, é preciso que se discuta sobre a crescente crise da mobilidade urbana brasileira. Uma possível explicação para esse acontecimento é a péssima estrutura de transporte público que consequentemente ocorre o aumento desenfreado de carros na cidade.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a mobilidade urbana é o conjunto de meios de deslocamento de cargas e pessoas no perímetro urbano e para se locomover até trabalho, escola e outros lugares, esses tipos de veículos são a principal forma para se exercer o direito de ir e vir. A péssima estrutura de transporte público da maioria das cidades brasileiras incentiva à compra de carros próprios para se locomover, assim há o aumento de número de carros que desencadeia em congestionamentos que podem te atrasar, te deixar estressado, nervoso, ansioso, aumento do número de poluição (ilhas de calor) etc. De acordo com o Ipea, para 19,2% da população brasileira, a qualidade do transporte público é considerada ruim e, para 19,8%, considerada muito ruim. Dessa forma, fica claro que o transporte público e a mobilidade urbana se correlaciona e são um problema no Brasil.

Além disso, essas adversidades ficam ainda mais evidentes nas cidades, onde há maior fluxo de movimento. Porém, as cidades são planejadas de forma que favorecem os carros, deixando de lado os pedestres e outros modais como, bicicletas, patinetes, ônibus e metrô, essa estratégia é conhecida com “Carrocracia”, o que prejudica os outros meios de deslocamento e mais uma vez sendo mais favorável a compra do carro próprio. Segundo os dados do IBGE 2017 apenas 14 em cada 100 municípios no país possuem ciclovias e cinco em cada 100 cidades oferecem bicicletários públicos, esses dados comprovam a péssima estrutura para outros tipos de transportes.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para o Governo Federal, Estadual, Municipal e Empresas urge no investimento e na execução de novas ciclofaixas e no melhoramento das já existentes, por meio de dinheiro público arrecadado através dos impostos da população, e também ampliar as linhas de transporte público para ampliar as opções de deslocamento a fim de deixar um pouco de lado o carro e driblar congestionamentos indesejados e outras complicações recorrentes ao excesso de veículos nas ruas. Somente assim será possível se afastar da realidade apresentada no documentário “130 km”.