A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/11/2021
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, um corpo permanece em repouso quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição na questão do agravamento da crise de mobilidade urbana no Brasil. Diante dessa perspectiva, essa questão configura-se como um grave obstáculo, em virtude da falta de debate e da baixa atuação estatal.
Primordialmente, destaca-se que a falta de debate acerca da crise de mobilidade urbana é um fator consolidador do problema. Sob essa ótica, contrariando a frase do célebre filósofo Jürgen Habermas: “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”, no Brasil, proposições como a de Habermas têm sido tratadas como triviais na sociedade. Como resultado, sem diálogo sério e massivo, possíveis formas de lidar com a questão não são debatidas, o que contribui para a manutenção do cenário.
Outrossim, é imperativo pontuar que a baixa atuação dos setores governamentais a respeito da crise mobilidade urbana promove a persistência do empecilho. Posto isso, segundo pesquisa realizada pelo IBOPE, em São Paulo, 26% da população gasta mais de 2 horas no trânsito. Nesse sentido, esse tempo gasto por dia é visto como uma questão preocupante, já que revela a ineficácia estatal na criação de mecanismos para coibir o problema e colabora para a perpetuação do mesmo na sociedade brasileira. Logo, faz-se necessária a reformulação da postura estatal de forma urgente.
Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para coibir a precária mobilidade urbana no Brasil. Dessa forma, o Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com o Tribunal de Contas da União, deve realizar pesquisas online com a população, por meio de enquetes via redes sociais, a fim de detectar os locais que necessitam de investimento em mobilidade urbana. Somente assim, será possível a construção de um Brasil melhor.