A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 04/11/2021

A mobilidade urbana é um conceito bastante discutido nas políticas públicas que envolvem o planejamento das cidades. Trata-se do modo como a população urbana se locomove pelos espaços geográficos urbanos, além de interferir diretamente no bem-estar social da população. pode ser entendida como a maneira das pessoas transitarem nos espaços urbanos, seja de maneira individual (a pé, bicicletas, motocicletas ou carros), seja de maneira coletiva (ônibus, metrô, trem, etc.) Esse conceito é essencial no planejamento urbano, pois influencia de maneira decisiva na qualidade de vida dos cidadãos nas cidades.

Por se tratar do direito de ir e vir das pessoas, a mobilidade urbana está diretamente ligada ao processo de urbanização das cidades. Esse processo teve sua acentuação com a chegada das grandes indústrias no Brasil, em meados da década de 1930. Tais indústrias se concentraram em poucas áreas, principalmente na Região Sudeste. A industrialização acelerou a migração campo-cidade, conhecida como êxodo rural, em que as pessoas partiam das áreas rurais em busca de empregos e possíveis melhorias de vida.

Com o desenvolvimento da indústria associado ao êxodo rural, as cidades brasileiras cresceram assustadoramente nas últimas décadas do século XX. Para comparar, a taxa de população vivendo nas zonas rurais no início do século passado era de 65%, já nas zonas urbanas era de 35%. No fim do mesmo século, a população urbana era de 80% contra 20% da população rural. Esses dados revelam a grande mudança de espaço ocorrida durante o século XX, principalmente após 1930-40, quando foi acentuado o êxodo rural. os transportes coletivos teve aumento ao número de veículos individuais nas ruas, tendo uma equação que prejudica o direito de ir e vir nas cidades, com problemas urbanos.

A mobilidade urbana, para ser sustentável, deve passar por um rigoroso planejamento urbano. O incentivo ao uso de ciclovias, transportes coletivos, caronas coletivas, rodízios de carros e até mesmo pedágios urbanos poderia melhorar a locomoção e diminuir os impactos ambientais causados pelo excesso de veículos nas ruas, um dos principais entraves a uma boa mobilidade. O uso de bicicletas e possíveis carros elétricos auxiliaria também numa mobilidade sustentável, pois evitaria, nessas modalidades, a emissão de poluentes nos ares urbanos.  Ademais, a criação de parques urbanos para o descanso populacional e realização de atividades físicas.