A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/11/2021
No período da 2° Revolução Industrial, Henry Ford criou o Fordismo, com o propósito da produção em massa de veículos, isso possibilitou a praticidade do deslocamento nas cidades. Já no século XXI, inúmeros automóveis transitam nos centros urbanos, ocasionando a dificuldade do fluxo nas vias, tornando necessárias então mudanças para resolver a questão. No entanto, percebe-se a consolidação de um grave problema em virtude do legado histórico e da ausência de políticas efetivas.
É preciso destacar que a falta de investimento e a ineficiência da gestão adequada da mobilidade urbana torna o transporte público cada vez mais caótico induzindo as pessoas a utilizarem seus veículos particulares. Segundo o pensador Orisvaldo Quiquinato, “Enquanto não construirmos uma cidade com mobilidade,com saneamento e respeito ao ambiente, seremos eternos prisioneiros do caos urbano". Contudo, o trânsito se tornou uma das maiores dores de cabeça para a população e com acúmulo de veículos nas ruas, estresse, acidentes e poluição, só tende a piorar nos próximos anos caso não sejam adotadas políticas mais eficientes. Nesse assunto, a segunda fase da revolução industrial, evoluíram a circulação de mercadorias e de informação, permitindo uma maior integração entre regiões do planeta, viabilizando um desenvolvimento dos meios de transporte.
Ademais, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), o país em 2012, terminou com mais de 50,2 milhões de carros e 19,9 milhões de motos. Desse modo, a liberação de tóxicos pelos automóveis é elevada, ocasionando um aumento do efeito estufa, chuva ácida e problemas de asfixia devido aos poluentes ambientais liberados.
Portanto, faz-se necessário que o Governo tome providências para amenizar o quadro atual. Assim, cabe ao Ministério do Transporte, em parceria com a mídia televisiva, a criação de um projeto nacional para mostrar a importância dos direitos do transporte, por meio de palestras e divulgação de dados estatísticos para que haja conscientização e expansão das leis. Desse modo, impedindo que esse cenário continue vigorando no Brasil.