A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/11/2021

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5.º, efetivou o direito de ir e vir a população brasileira. A Mobilidade urbana se caracteriza por toda locomoção através do uso de carros, transportes públicos e bicicletas. No Brasil nota-se uma crescente crise referente a locomobilidade, devido ao excesso de veículos presentes nas ruas os brasileiros têm enfrentado dificuldades para se deslocar nas cidades.

Juscelino Kubitschek, em seu Governo, criou o chamado plano de metas, com a finalidade de melhorar a indústria no Brasil. Um dos setores mais favorecidos do projeto foi a implementação de ações na indústria automobilística brasileira realizando-se a instalação de fábricas automotivas nacionais além da abertura de estradas. Nesse viés observa-se que a mobilidade urbana no país foi desenvolvida a partir da aquisição de carros, como citou John Piper “A marca da cultura de consumo e a aquisição do ‘ser’ para ’ter’”, a obtenção de um veículo na sociedade brasileira se tornou sinônimo de ascensão social, sendo assim se tornou desejo de todo cidadão possuir um carro.

Por conseguinte, nota-se que, em decorrência do número de brasileiros que utilizam automóveis, formam-se de longas filas de congestionamentos nas cidades. Segundo uma pesquisa do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), na cidade de São Paulo, os motoristas passam, em média, 3 horas por dia no trânsito. Um dos fatores que impulsionam o afluxo de carros nas avenidas é o conhecido “horário de pico”, na maioria dos municípios as empresas convergem nos horários de entrada e saída de seus funcionários, causando um deslocamento em massa de pessoas em simultâneo.

Nesse sentido, será essencial a implementação de estratégias de melhoria. Portanto, Grandes Corporações e Estabelecimentos, devem repensar a dinâmica funcional de suas empresas, de modo a, diminuir o número de funcionários se deslocando em massa em um mesmo horário, limitando assim a afluência no número de veículos nas ruas simultaneamente, consequentemente a utilização das avenidas em períodos dispersos fara com que congestionamentos no “horário de pico” sejam dissolvidos, assim também como Estado deve investir em melhorias no transporte coletivo, impulsionando a troca dos automóveis por outros meios de locomoção.