A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/11/2021

O pensador grego Aristóteles postulou que as associações sociais têm como fim o bem maior de seus participantes. Nessa lógica, a cidade tem o objetivo de melhorar a vida dos cidadãos. Todavida , no Brasil, percebe-se que a crescente crise na mobilidade urbana impede que tal função citadina seja executada. Isso ocorre, pois os problemas do trânsito brasileiro  - os quais são perpetuados pela falta de ação política efetiva dos moradores - afetam negativamente a vida privada de todos os indivíduos.

Nesse contexto, para a filósofa Hannah Arendt, quando os cidadãos são indiferentes as questões políticas da comunidade, a tendência é que os problemas sejam banalizados pela sociedade. Sob essa óptica, ao aceitar como parte do seu cotidiano a crise na mobilidade urabana, o brasileiro acaba por ajudar a perpertuar tal realidade, uma vez que deixa de ver tal questão como um problema a ser resolvido. Desse modo, enquanto o cidadão não for orientado sobre seu dever político com a cidade, os defeitos presentes no trânsito nacional continuarão a serem banalizados pela sociedade e ,consequentemente , não haverá a ação pública necessária para sua correção.

Ademais, segundo com o filosófo Sêneca , a duração da vida é mais que necessária para que o indivíduo alcance seus objetivos, entretanto muito de seu tempo é roubado por banalidades cotidianas. Nesse sentido, nas grandes cidades, devido a ineficiência da mobilidade urbana brasileira, os cidadãos gastam muitas de suas horas na deslocação entre , por exemplo, sua casa e seu trabalho. Dessa forma, essa infeliz realidade atrapalha as pessoas alcancem suas metas, dado que muito de seu tempo - o qual poderia ser utilizado para atividades de sua preferência - é perdido durante a movimentação pela cidade. Portanto, fica claro que a crescente crise nos transportes cidatinos impede que muitos indivíduos alcancem melhores condições de vida, devido ao tempo perdido na deslocação diária.

Em suma, a fim de diminuir a duração de espera nos longos trânsitos existentes nas cidades brasileiras, de modo a garantir que o cidadão tenha mais tempo livre, cabe ao Ministério da Educação ,em conjunto de figuras famosas da internet, informar o indivíduo sobre a atual crise na mobilidade urbana e o seu papel político no combate dela, por meio de públicações instrucionais -as quais, no objetivo de alcançar públicos variados, serão distribuídas pelos influenciadores digitais- relacionadas a esse tema. Então, por intermédio dessa ação, a crise na mobilidade urbana deixará de ser banalizada pela sociedade e ,consequentemente, os cidadãos começaram a combate-la, de modo a permitir que a cidade aproxime-se mais de sua função de garantir o bem maior, como foi idealizado por Aristóteles.