A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/11/2021
De acordo com dados de uma pesquisa feita pelo IBOPE, em 2015, cerca de 45% dos moradores de São Paulo utilizam o carro como meio de transporte todos ou quase todos os dias ao se deslocarem pela cidade. De fato, o advento do automóvel é bastante popular na sociedade brasileira, mas, na contemporaneidade, seus adeptos têm enfrentado desafios ao se locomoverem no trânsito, devido à crescente crise da mobilidade urbana brasileira, que se enraíza no descaso governamental e culmina na poluição do meio ambiente.
Sob esse viés, explicita-se o papel emblemático do governo na fomentação do problema. O filósofo grego Aristóteles defende que “A política existe para garantir a felicidade dos cidadãos”. Contudo, esse pensamento tem sido deturpado pelo estado, visto que ele não propõe políticas públicas para melhorar as condições dos transportes públicos, através de investimentos na infraestrutura desses veículos e na segurança das paradas de ônibus. Dessa maneira, muitas pessoas se sentem obrigadas a adquirirem um automóvel próprio, o que contribui para a superlotação do trânsito e torna o tráfego das ruas pouco fluido.
Por conseguinte, devido ao longo período de utilização de veículos de locomoção no trânsito, ocorre a disparidade da emissão de gases poluentes na atmosfera, como o CO2, o que agrava consideravelmente os problemas relacionados aos impactos ambientais e acaba por afetar diretamente a qualidade de vida da população. Tal situação caminha para ser análoga à do filme Wall-E, o qual retrata uma realidade distópica, onde a poluição tomou conta do planeta e as condições favoráveis à vida humana se extinguiram completamente.
Portanto, nota-se a necessidade de intervir nessa crise latente. Cabe ao governo federal – poder responsável por administrar todo o território nacional –, por meio de verbas governamentais, fazer um projeto, a fim de tornar o tráfego das ruas mais fluido. Tal projeto implementará medidas que promovam a segurança das paradas de veículos públicos – com a fiscalização desses locais –, o conforto dos passageiros, com a melhoria da qualidade da estrutura desses veículos e fornecerá vias de acesso a opções variadas de locomoção, como bicicletas e patinetes. Dessa forma, certamente será mitigado o impasse da crise do deslocamento no trânsito.