A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/11/2021
No século XX surgiu o toyotismo, um método de produção fabril que valoriza a produção por demanda e garante eficiência e renovação rápida dos produtos. Desse modo, com esse surgimento, a produção mundial de transportes aumentou demasiadamente, o que, na atualidade, corrobora a crescente crise da mobilidade urbana brasileira. Assim, cabe analisar que a histórica valorização do setor rodoviário e a diminuição da produção urbana são, respectivamente, uma causa e uma consequência da problemática.
Sob esse viés, sabe-se que a enraizada preferência pelas rodovias influencia a crise da mobilidade das cidades brasileiras. Sobre esse ponto, nos EUA do século XIX, ocorreu um processo de ocupação do costa oeste americana, que foi fortemente conquistada e interligada com a costa leste por meio do setor ferroviário, o que, atualmente, gera a diversificação dos meios de transporte. Contudo, no Brasil, ocorreu o processo oposto, já que, por causa do caráter exportador de produtos agrícolas, as ferrovias são utilizadas mais para o escoamento de produtos. Dessa forma, a falta de opções de transportes nas cidades brasileiras, devido a fatores históricos, não permite que o fluxo urbano seja suportado, o que gera excesso de carros, falta de opções e inviabilidade da locomoção eficiente.
Ademais, nota-se que o problema da precária mobilidade urbana mitiga a produção das cidades. Acerca disso, a escola literária Arcadismo tem como principais características a valorização da simplicidade campo e da calmaria camponesa. Todavia, nas cidades brasileiras, o cenário atual, no que concerne à mobilidade, é totalmente caótico e distante do equilíbrio árcade. Nessa perspectiva, o excesso de carros e a dificuldade de locomoção geram estresse social para a população que tem que enfrentar esse desafio diariamente, o que afeta profundamente a grande demanda de produção urbana.
Portanto, tendo em vista a crescente crise da mobilidade urbana brasileira é necessário que o governo brasileiro aja rapidamente. Por isso, a fim de que os fatores históricos da falta de diversificação de transportes sejam extintos e a produção urbana não seja prejudicada, o Ministério da Infraestrutura, órgão do Poder Executivo que é responsável pelas questões de planejamento urbano, deve tomar medidas. Dessa maneira, esse deve diversificar os meios de locomoção nas cidades, por meio criação de novas ciclovias e novas linhas de metrôs intermunicipais. Logo, a mobilidade brasileira será eficiente e adequada, assim como o método de produção toyotista.