A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/11/2021
Na obra “Utopia” de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto, visto que a crescente crise da mobilidade urbana brasileira apresenta barreiras. Esse cenário antagônico é fruto tanto de uma insuficiência legislativa quanto do silenciamento.
Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de discussão acerca do assunto como promotora do problema. Conforme o filósofo Foucault, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse contexto, se torna imprescindível por em pauta a quantidade de veículos que intensifica o fluxo no trânsito cotidianamente, enquanto empresas automobilísticas privadas visam apenas o lucro, sem se preocupar com aspectos ecológicos, de acordo com o site de notícias “Correio RAC”.
Ademais, é imperativo ressaltar uma lacuna legislativa como causa latente no impasse. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. Entretanto, considerando o cenário precário atual dos transportes públicos, a lei não tem sido suficiente. Consoante o site “Exame Abril”, 83 a cada 100 entrevistados deixariam de utilizar seus carros para se locomoverem por outros meios mais sustentáveis se apresentassem mais conforto, demonstrando a importância de uma lei no tema.
Assim, medias exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Para isso, é preciso que um projeto de lei que vise instituir a necessidade de melhoria na infraestrutura de veículos públicos, seja criada pelo Governo, por meio da Câmara. Tal projeto deve, ainda, padronizar os espaços dos transportes, buscando o conforto e acessibilidade e estimular a adesão a esse meio locomotivo. Além disso, o Governo deve também, disponibilizar locais comunitários para realização de palestras, que devem ser ministradas por profissionais ambientais que discursem sobre as consequências do alto número de veículo nas ruas. Dessa forma, cidadãos atuantes na causa e informados serão formados, mitigando o problema.