A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 16/11/2021
Na década de 50, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, a indústria automobilística foi muito incentivada no Brasil, e, consequentemente, intensificou o deslocamento urbano. Entretanto, no cenário nacional vigente, a mobilidade urbana vem se tornando cada vez mais prejudicial ao avanço da pátria. Logo, reconhcer o uso exorbitante dos meios de transporte privados, além da omissão governamental em relação aos transportes públicos como principais empecilhos é fundamental para a resolução dessa questão.
Em primeiro lugar, é primordial validar como a abundância de veículos privados nas cidades afeta meio ambiente. Nesse contexto, após a Segunda Revolução Industrial, com a utilização contínua do petróleo, descobriu-se que, em seguida a sua combustão, esse elemento produz gases nocivos à natureza. Diante disso, sob a perspectiva contemporânea, devido ao alto número de automóveis particulares em circulação, os quais utilizam o petróleo como combustível, esses acabam contribuindo para a formação de substâncias tóxicas, de modo a prejudicar a fauna e flora existente no território nacional. Desse modo, enquanto a circulação desses automóveis permanecer abundante, a problemáti-
ca persistirá.
Além disso, é oportuno ressaltar a ineficiência estatal no que se refere à garantia de qualidade dos meios de locomoção coletivos. Sob essa ótica, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “O cidadão de papel” alega que nem sempre as leis presentes nos documentos oficiais nacionais são cumpridas, retratando uma realidade em que os indivíduos são reconhecidos e amparados pelo Estado somente no papel. Dessa forma, por mais que os cidadãos tenham direito a transportes coletivos dignos e esses não proporcionam o mínimo conforto e segurança, eles permanecerão optando pelos veículos particulares, contribuindo para a persistência do empecilho.
Em síntese, é possível verificar os fatores que auxiliam na conservação do problema. Portanto, faz-se necessário que a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos - orgão responsável pela promoção do desenvolvimento regional - invista na infraestrutura do transportes público, além de regular sua gestão e circulação, por meio de verbas governamentais, a fim de incentivar seu uso para a utilização do grupo civil. Ademais, realizar uma parceria com a mídia para criação de campanhas de conscientização com a finalidade de informar a população sobre o assunto. Dessa forma, as consequências da década de 50 não serão mais vigentes na nação verde-amarela.