A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 17/11/2021

No livro “Utopia” de Thomas More é exposto um ambiente perfeito, no qual a consciência coletiva e eficiência do Estado são ferramentas cruciais para a avanço da nação. Fora da obra, é fato que a crede na mobilidade urbana apresenta um obstáculo para a comunidade alienada e inerte como a brasileira. Nesse sentido, a péssima estrutura dos ônibus, metros, rodovias, entre outros, além do custo elevado das tarifas aumenta o número de carros individuais e consequentemente a crise da mobilidade.

De início, é válido reconhecer como a crise da locomobilidade é uma ocorrência dos últimos séculos. Isso porque, durante o governo Juscelino Kubitschek ocorreu o investimento somente para rodovias, ou seja, para a utilização de carros, caminhões e derivados, o que levou não só a falta de infraestrutura para outros modais mas também o elevado custo para ulizalos, ou seja, esse investimento tem resultado até nos dias atuais.

Sob esse viés, de acordo com a Constituição Federal a população brasileira tem direito de ir em vir, contanto as péssimas estruturas em transportes coletivos acarreta o aumento em 400% o número de carros nos últimos dez anos segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nesse contexto, o video clip da música “The Wall” do DJ Alok mostra a intensidade do tráfego como um problema. Fora da canção, essa realidade não apresenta ser diferenciada pela falta de estrutura e infraestrutura nas cidades e a quantidade de automóveis.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos da crise na mobilidade urbana brasileira. É evidente, que o Governo deve investir em modais coletivos e em rodovias, ferrovias e outros, para que assim a população se desloque com maior facilidade garantindo então o direito de ir e vir de cada cidadão. Somente assim o Brasil viverá em um ambiente perfeito proposto pelo filósofo Thomas More no livro “Utopia”.