A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/11/2021
Segundo o filósofo Thomas Hobbes, ‘‘É dever do Estado garantir o bem estar de todos os indivíduos em sociedade’’. Contudo, percebe-se a negligência governamental diante a crise na mobilidade urbana. Sabe-se que o grande fluxo de veículos e as péssimas condições nos transportes públicos colaboram para a crescente da mazela.
Primeiramente, é irrefutável dizer que os sujeitos estão perdendo a capacidade de locomoção por conta das problemáticas de mobilidade urbana. De acordo com a pesquisa anual feita pelo Global Traffic Scorecard, São Paulo é a 6º cidade mais congestionada do mundo, fazendo sua população gastar em média 77 horas anuais no trânsito, isso deve-se por conta do intenso número de veículos que transitam diariamente pela capital paulista. Ademais, os engarrafamentos trazem sérios prejuízos para à vida e saúde do trabalhador que gasta horas do seu dia preso em congestionamentos.
Em segundo instante, cabe salientar que no dicionário, mobilidade urbana significa facilitar a locomoção dos sujeitos, pensando nisso, o Governo proporciona diversos meios de transportes públicos para a população. Entretanto, observa-se que os problemas presentes no transporte público, como: altas tárifas, superlotação dos veículos e insegurança fazem com que muitos indivídos escolham carros privados como meio de locomoção. Dessa maneira, as mazelas associadas ao trasporte coletivo colaboram para o crescimento de carros nas rodoviais que por sua vez gera mais engarrafamentos.
Desse modo, urge que medidas sejam aplicadas para atenuar a problemática. Portanto, cabe a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, promover a criação de transportes alternativos e manutenção dos coletivos já existentes, por meio de ciclofaixas que fujam das rodovias e melhorias de preço e segurança. A fim de amenizar a questão da mobilidade urbana e cumprir o conceito de Hobbes.