A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 18/11/2021
O governo desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek promoveu a expansão da política rodoviarista e a supervalorização de veículos individualistas - como os carros -, culminando na crescente crise da mobilidade urbana brasileira. Sob esse viés, isso ocorre não só pela falta de infraestrutura dos transportes públicos, mas também devido à ausência de incentivo à medidas alternativas de deslocação.
Diante desse cenário, observa-se que a decrescente dotação orçamentária dos transportes públicos por parte das autoridades executivas corrobora o entrave. Segundo os dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas), o governo investe mais em carro e moto do que em transportes públicos. Dessa forma, a falta de investimentos na infraestrutura da mobilidade urbana provoca o aumento da poluição, os congestionamentos e o número de acidentes nas regiões metropolitanas, atingindo majoritamente a população de baixa renda que necessita utilizar o transporte coletivo para realizar suas tarefas, como o trabalho. Logo, é necessário medidas do Estado para reverter tal problemática.
Outrossim, a ausência de estimulo à práticas alternativas de deslocamento é um imbróglio a ser resolvido. Consoante o filósofo britânico Thomas Hobbes, é dever do Estado promover o bem-estar social, entretanto, a máxima não é concretizada, haja vista que o uso de ciclovias não é proporcional a de outros veículos. Nesse sentido, a preferência por ciclofaixas ajuda na melhora do fluxo de automóveis e pessoas nos centros urbanos, pois diminui a superlotação dos transportes públicos e ocasiona uma melhor qualidade de vida para os indivíduos - que têm sua saúde mental e física afetadas pelo estresse no trânsito. Portanto, o Poder Público carece de mudar de postura e contribuir para o bem-estar da população.
Destarte, é imprescindível medidas para mitigar a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Assim sendo, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, por meio do Ministério do Transporte, deve investir em políticas de infraestrutura, como a melhoria de rodovias, criação de ciclovias em cidades metropolitanas e regular o horários dos ônibus, a fim de evitar a lotação e o congestionamento no trânsito. Ademais, o Ministério Público necessita de realizar campanhas de orientação ao uso de práticas alternativas de deslocamento, como o uso gratuito de bicicletas e patinetes eletrônicos, a fim de contribuir para uma melhor qualidade de vida dos indivíduos no ambiente urbano.