A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/11/2021

O trânsito Manchester é reconhecido mundialmente pela sua alta mobilidade e rodovias com poucos números de veículos próprios. Esse cenário foi possível graças a uma frota de ônibus grande e de uma linha de metrô espalhadas por quase toda a cidade inglesa. No entanto, o deslocamento urbano do Brasil encontra-se conturbado, devido às políticas estatais antigas e recentes, além da baixa qualidade dos modais públicos.

Primeiramente, é necessário destacar as medidas que os governos passados tomaram. Partindo desse pressuposto, o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, investiu em massa no transporte rodoviário, porém acabou esquecendo das outras alternativas, mesmo com o Brasil possuindo espaço para o modal fluvial, como exemplo. Além disso, o ex-governador federal Lula, objetivando aquecer a economia, diminuiu o impostos sobre os carros, o que acabou aumentando a frota de veículos particulares. Desse modo, foi realizado um casamento para o inchaço das avenidas, pois se tem quase exclusivamente estradas, tanto para o fluxo de pessoas como de produtos, ainda com um alto número de modal privado. Tudo isso é exemplificado no dia a dia em Campinas, com ruas da cidade chegando à circulação de 84 mil veículos por dia, apontado pelo site Correio.

Ademais, vale ressaltar o fator de repulsão das linhas de locomoção estatal. Nesse sentido, ambiente dos transportes públicos é totalmente agitado, como a superlotação do ônibus e metrôs, motivado pelo insuficiente número desses, aumentando a concentração das pessoas. Também, a pouca quantidade de ciclovias e ausência de segurança para os pedestres que utilizam as ruas e as calçadas, tornam turbulenta a vida de quem quer utilizar outros meios de locomoção. Logo, os brasileiros encontram como solução para essa dialética, a utilização do carro particular, o que agrava o congestionamento, haja vista que o uso desse veículo transporta poucas pessoas em um espaço maior. Esse cenário poderia ser solucionado com um investimento na locomoção coletiva, já que segundo o IBOPE, quase 90% dos entrevistados usariam essa forma de movimentar, se existisse qualidade.

Portanto, fica clara a necessidade de melhorar o cenário do fluxo urbano do país. Para isso, o Governo Federal, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento, deve ser realizado a construção de ciclovias e vias específicas para pedestres, além de investir em outras formas de se mover, como o modal fluvial e aéreo para o escoamento de produtos. Isso deve ser feito, por meio da contratação de empresas para realizar as obras necessárias, e garantir a manutenção delas. Objetivando então, a ampliação da rede de circulação de produtos e pessoas, diminuindo o tempo gasto para realizar locomoção. Destarte, transformando o Brasil em um novo padrão de mobilidade urbana.