A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 19/11/2021
Em 1889, o filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a crescente crise na mobilidade urbana. Nesse contexto, tal problemática decorre de uma vasta negligência governamental agregada a uma enorme banalização pública. Dessa forma, é evidente a premência em sanar o problema em questão.
Diante desse cenário, é fulcral reconhecer que a displicência dos órgãos superiores é uma das causas para a existência desse paradigma. Sob esse viés, segundo o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos humanos, eliminar as desigualdades e promover a coesão social. Todavia, tal perspectiva não se corrobora na sociedade, visto que por conta da chegada das empresas multinacionais, pequenas e a baixa quantia de veículos públicos para transportar os trabalhadores, de acordo com pesquisas do site G1, faz com que o número de cidadãos nas cidades se intensifique. Contudo, sem ter um planejamento infraestrutural para comportar os mesmos.
Ademais, é cabível salientar a banalização pública, a qual, muitas vezes, devido ao orgulho e preconceito de pessoas com altas classes sociais, optem em ignorar a opção por transportes públicos, gerando assim, o “inchaço” das estradas. Semelhante ao retratado, conforme notícias do jornal Folha de São Paulo, foi abordado que a crescente venda de carros tornou-se alarmante, uma vez que, não só causou o aumento dos engarrafamentos, como também, o da poluição atmosférica. A par desse raciocínio, consoante aos estudos da socióloga Hannah Arendt, ela pautou que à medida em que um empecilho ocorre ele deixa de ser cosiderado como tal e passa a ser tratado como tabu.
Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de agente garantidor dos direitos individuais, tome providências para mitigar essa adversidade, numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados, Ministérios e população em geral. Para tanto, é indispensável a promoção de políticas públicas eficientes, por meio de um planejamento estrutural das rodovias e cidades, bem como, na implementação de leis, as quais afiancem a disponibilização de verbas para a aquisição de automóveis coletivos, bicicletas e patinetes, tal quanto, na maior utilização dos mesmos. Dessa maneira, visando a diminuição da crise da mobilidade urbana no Brasil, da desigualdade social e da emissão de gases poluentes na atmosfera, irá ser corroborado também, os ideais de Thomas Hobbes e o cumprimento da adaptação feita na bandeira nacional.