A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

Durante a antiguidade, o Império Persa destacou-se pelo grande domínio territorial, tal fato ocorreu pela efetiva mobilidade dessa civilização, a qual priorizou o transporte, a fim de otimizar a comunicação entre as diferentes províncias, denominadas satrapias. No Brasil, com a intensificação do processo de urbanização e, consequentemente da concentração populacional nas grandes cidades, a locomoção dos cidadãos foi prejudicada. Dessa forma, evidencia-se que a saturação de automóveis e a escassez de investimentos no setor de transportes são os principais empecilhos para alcançar uma mobilidade urbana fluida.

Nessa perspectiva, expõe-se que existe uma acentuada saturação de veículos nos grandes centros urbanos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 51% do transporte nas cidades é feito por carros, um número preocupante, uma vez que o tempo gasto no trânsito cresce exponencialmente. Ainda, a instituição afirma que a concentração desses automóveis é prejudicial na mobilidade urbana, afetando no tempo de deslocamento e na rotina tanto dos motoristas de carros quanto dos passageiros de transporte público.

Além disso, ressalta-se que milhões de pessoas dependem do transporte público diariamente. Entretanto, as redes municipais de ônibus ou metrôs são ineficientes para mobilizar esses contingentes populacionais, evidenciando a escassez de investimentos nesse setor. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), cerca de 65% de todos os brasileiros utilizam exclusivamente o transporte público em sua locomoção, demonstrando a elevada dependência quanto a esse tipo de deslocamento.

Diante disso, conclui-se que a mobilidade urbana é essencial para o constante desenvolvimento da área urbana e que o Brasil ainda apresenta falhas nesse setor de deslocamentos. Portanto, cabe ao governo, provedor da ordem social, que aumente o investimento na área dos tranportes, garantindo uma maior quantia de veículos disponíveis para a mobilidade dos cidadãos e à sociedade, responsável pela organização dos indivídous, que diversifique a variedade de transportes, optando por meios de deslocamento variados, tais como bicicletas, metrôs, ônibus, carros, provocando uma maior fluidez no trânsito das cidades.