A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/04/2022
As ilhas de calor e os prejiízos econômicos são consequentes da crise da mobilidade urbana no país. Essa constatação está baseada nas causas de tais efeitos, como a péssima estrutura dos transportes públicos e o grande volume de veículos nos centros urbanos. Assim, medidas resolutivas são cruciais para tais problemas.
O artigo 6º da constituição cidadã assegura que o acesso ao transporte é um direito social, contudo, o inchaço no volume de automóveis acarreta no mau funcionamento do fluxo das rodovias, o que acarreta no atraso dos indivíduos que necessitam do transporte para chegar no local em que exercem suas atividades econômicas, afetando a produção do mesmo em seu exercício econômico. Com isso, são gerados prejuízos para as empresas que tem seus colaboradores afetados com essa mazela.
Outrossim, as ilhas de calor são geradas pelo grande fluxo de automóveis nas grandes metrópoles, uma vez que essa alta densidade provoca a excessiva emissão de gases poluentes na atmosfera terrestre, intensificando o efeito estufa, e, consequentemente, aumentando a temperatura da região.
Em pesquisa realizada pelo IBOPE, cerca de 83% dos entrevistados que utilizam o carro como meio de transporte deixariam de usar seus veículos próprios e, passariam a utilizar do transporte público, se esse fosse de qualidade. Portanto, as secretarias de mobilidade urbana devem, por meio da implementação de requisitos básicos qualitativo para pleno funcionamento dos veículos no transporte público. Ademais, o poder público deve incentivar a população à redução do uso do transporte individual, reduzindo a carga tributária sobre os veículos, de maneira inversamente proporcional ao uso do mesmo durante o ano, amenizando assim a alta emissão de gases poluentes e, otimizando o fluxo nas grandes rodovias.