A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

Na obra " Utopia", do escritor Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita,no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega,uma vez que a crescente crise na mobilidade urbana brasileira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de alternativas para atender o excesso de passageiros no trânsito, quanto o aumento de índice de acidentes. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Nessa perspectiva, vale pontuar que o excesso de passageiros deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsavél por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, visto que não há um plano para melhorar o deslocamento das pessoas pela cidade. Desse modo,faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente, por gerar gasto de tempo em engarrafamento, prejudicando atividades diárias.

É indubitável, que o aumento de acidentes como impulsionador da crise da mobilidade urbana. De acordo com o jornal Diário do Pará, 20% dos deslocamentos nos grandes centros ocasionam acidentes. Partindo desse pressuposto é evidente as consequências do crescimento desordenado das cidades para a população. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte com o intuito de mitigar o excesso de passageiros e de acidentes, é necessario que o governo crie projetos, a fim de diminuir o fluxo de passageiros em apenas uma via, juntamente com Estado, já que têm abrangência significativa com poder executivo para otimizar o policiamento no trânsito. Dessa maneira, atenuar-se, em médio e longo prazo, o impacto do entrave, e a coletividade alcançar a Utopia de More.