A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/04/2022
Nos anos de 1950 o ir-e-vir do brasileiro foi revolucionado pela entrada da indústria automobilística no país pelo ex-presidente Juscelino Kubitscheck. Tal, evento que trouxe melhorias à vida do cidadão, mas não se deixou excluir a exacerbada crise da mobilidade urbana, com a superlotação de veículos privados e a decadência do estado e eficiência do transporte público.
O transporte público não pode ser um impecilho na vida de um usuário, e sim uma ferramenta para locomoção adequada, segura e a baixo custo. Porém atualmente o principal modo de transporte do cidadão é o automóvel. Com poucas campanhas governamentais incentivando o uso do transporte em massa, a baixa qualidade dos veículos, intenso fluxo de pessoas em horário de pico e possível falta de segurança, não são atrativos para aqueles que têm a opção de utilizar seu próprio automóvel. Levando a um encadeamento de problemas: mais veículos nas ruas, mais trânsito, mais acidentes e mais poluição.
No Brasil, um cidadão quer ter o direito de transporte, é preciso ter uma renda favorável à tal. O excendente número de veículos reflete a necessidade de consumo capitalista do brasileiro ao mesmo tempo que resulta em imensos empecilhos para a fluidez da mobilidade urbana. O enorme acervo de veículos privados no país não só prejudica o direito de ir e vir de milhares como traz muitas desvantagens à qualidade de vida urbana. A emissão de gases polutentes causam ilhas de calor, chuvas ácidas e contribuem para o declínio da saúde geral da população.
Diante à isso é imprescindível a necessidade do investimento governamental na qualidade de transportes que encontrem com as expectativas da população, tornando o transporte em massa a opção principal do brasileiro. Do mesmo modo que o incentivo de uso de transporte público deve vir adjunto, com campanhas que provem ao cidadão comum os benefícios individuais e sociais que serão resultado de tal escolha.