A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

A chamada Revolução Industrial, que se deu ao final do século XVIII, na Inglaterra, foi responsável por dar início a diversos avanços tecnológicos, sendo um deles a indústria locomotiva. Essa que hoje, agrava à crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Tal crise se deve ao baixo investimento governamental em infraestruturas relacionadas ao transporte público, assim como a compra desenfreada de carros pela população.

Em primeiro plano, é preciso destacar a falha do governo na providência de infraestruturas para o melhor funcionamento do transporte público. Segundo uma entrevista feita pelo IBOPE, 90% dos entrevistados defendem a ampliação de corredores e faixas exclusivas de ônibus nas cidades. Isso porque, cidadãos que dependem desse tipo de transporte, são obrigados a enfrentar horas de trânsito, geralmente sufocados em função da baixa capacidade de carga, distoante à alta demanda popular, até chegarem em seus destinos. Causando como consequência, uma estagnação nas vias das metrópoles e na rotina dos indivíduos.

Em segundo plano, considera-se também um incentivo à crise da mobilidade nas urbes, a compra exacerbada de carros. Isso, que acontece graças ao conceito de industria cultural, criado por Adorno Horkheimer, que se baseia na padronização cultural ilusória de produtos, com o objetivo de estimular sua compra como forma de ser aceito socialmente. Levando a compra de um carro, por sua vez, muito além de uma questão meramente prática, em uma questão de legitimação social. Portanto, pessoas se vêem comprando cada vez mais carros, contribuindo para a densidade automobilística nas cidades e impedindo o livre fluxo nas ruas e avenidas.

Em suma, urge-se que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática. Logo, é função do Ministério da infraestrutura - responsável pelo desenvolvimento infraestrutural do país - criar faixas exclusivas para ônibus nas vias, por meio do redirecionamento de verbas, a fim de reduzir o tempo gasto com a mobilidade. Além de estipular propagandas de conscientização a cerca dos impactos sociais da compra desenfreada de carros, com o intuito de reduzi-la. Permitindo assim, a livre mobilidade urbana no país.