A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

O ingles Tomas Maltus defendia a ideia de que o crescimento geométrico da pro- dução de alimentos não conseguiria acompanhar o aumento exponencial da popu- lacão, entretanto, essa ideia foi refutada com a revolução verde. De modo análogo ao pensamento de Maltus, é possível observar, na sociedade contemporânea, o aumento geométrico da mobilidade urbana que não acompanha crescimento ex- ponencial de automóveis circulantes. Tais fatores resultam em uma crise na mobili- dade urbana brasileira. Diante disso, a homogeinização do espaço geogrático e a negligencia governamental podem explicar esse cenário.

Em primeiro plano, é inquestionável o papel do capitaismo como um importante catalisador na inquisição de automóveis e, consequentemente, no lotamento das vias de trânsito. Nesse sentido, o geógrafo brasileiro Milton Santos, em seu livro “Por uma outra globalização” critica a nova geopolítica proposta pelos economistas e imposta pela mídia que coloca o dinheiro acima do ser humano. Sob essa pers- pectiva, é impensável um indivíudo atualmente não possuir ao menos um carro, um bem material que lhe confira tamanho status. Ademais, a democratização do aces- so ao carro foi sendo facilitado ao longo dos anos, resultando no encurta- mento das distâncias e na homogeinização do espaço geográfico - principal carac- teristica da globalização proposta por Santos.

Em segundo plano, a insuficiência estatal contribui para o agravamento dessa crise.

Sob essa ótica, Thomas Hobbes, filósofo contratualista, defendia que é dever do Estado proposcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Logo, tendo em vista que a mobilidade urbana carece de investimento em infraestrutura para aliviar a superlotação do trânsito, é imprescintível a intervenção estatal.

Com base no exposto, cabe ao Estado, amenizar a concentração de veículos nas ruas, por meio de investimento em transporte público e em ciclovias, a fim de garantir boa mobilidade urbana para a populção brasileira. Paralelamente, é necessário que as mídias sociais incentivem o uso do transporte púlico e da bicicleta, não apenas para ajudar o meio ambiente, como também para melhorar o trânsito, por meio de publicações que promovam a conscientização da população, a fim de reduzir o crescimento exponenical de automóveis circulantes.