A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/04/2022
Mobilidade Urbana é o termo que designa o deslocamento dentro das cidades - seja a pé, de carro, de ônibus ou qualquer outro meio de transporte. Apesar de ser um aspecto básico para o bem-estar nos centros urbanos, a mobilidade urbana brasileira é comprometida. Porque historicamente o Brasil tem uma rede de transportes desequilibrada, gerando dependência e sobrecarga do modal predominante.
De início, o modal rodoviário é sobrecarregado no Brasil, consequência de uma mentalidade historicamente construída, que estimula o consumo exacerbado de automóveis. Isso é resultado das políticas do governo desenvolvimentista de Juscelino Kubistschek, que incentivou a premissa de que o progresso está intimamente relacionado à indústria automobilística, investindo na construção de rodovias e abrindo o mercado nacional para empresas de carros do mundo inteiro. Esse pensamento reverbera na sociedade atual e pode-se perceber a sobrecarga do modal rodoviário, enquanto outras formas de transporte, inclusive mais condizentes com a realidade geográfica brasileira, são subutilizados.
A consequência desse fato histórico na atualidade brasileira é a depência das rodoviais e a sobrecarga dessa modalidade de transporte. Um exemplo disso, em 2018, ocorreu uma greve nacional dos caminhoneiros, que levou a uma crise de abastecimento na maioria das capitais brasileira, além da crise no comércio nacional e internacional; a falta de intens básicos, o impacto econômico e o efeito político dessa greve demonstra a dependência social, econômica e política que o país tem das rodovias, o que demonstra a falta de planejamento e distribuição dos transportes em todo o território nacional.
Portanto, são evidentes a falha na mobilidade urbana brasileira, que tem raízes históricas, a consequência disso em vários aspectos da sociedade brasileira e a necessidade de melhora nesse aspecto. Para isso, é necessário que o Governo Federal diversifique a rede de transportes brasileira, por meio de investimentos em outro modais - como o ferroviário e o hidroviários, que atendem melhor a demanda geográfica do país -, visando, por fim, a melhora na mobilidade urbana brasileira.