A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

O lema “50 anos em 5” utilizado no governo de Juscelino Kubtschek promoveu a construção e melhorias das rodovias brasileiras, desse modo incentivando a criação e instalação de empresas automobilísticas no país. Entretanto, esse projeto mesmo com melhorias gerou uma desordem na ubranização do país, com o consumismo exagerado da população e as falhas nos transportes públicos a crise de mobilidade cresce a cada dia.

Em análise do contexto histórico, o êxodo rural (1960-1990) gerou um grande problema na extrutura urbana, como também grande parte da população conseguiu empregos com mais de um salário mínimo permitindo a compra de um ou mais automóveis por família, assim não havendo mais tanta necessidade de utilizar transportes públicos aumentando o volume no trafego.

Por conseguinte é valido mencionar o filósofo Zygmunt Bauman, o qual aponta que o homem contemporâneo sente a necessidade de consumir por considerar algo essencial.Nessa perspectiva manifesta-se um pensamento de uma cultura em que o carro é uma forma de distinção social dentro de uma sociedade, dessa maneira é comprovado por uma pesquisa do Departamento Estadual de Trânsito que apenas em São Paulo existem 6 milhões de automoveis no ano de 2020.

Em virtude do que foi mencionado, o Ministério da Economia juntamente ao Ministério da Infraestrutura deve colocar mais taxas sobre automóveis dificultando a compra e impostos sobre coisas que necessitam o uso de automóveis diminuindo o uso de transportes particulares. Já as prefeituras municipais devem baixar as tarifas em transportes públicos incentivando o uso de onibus diminuindo o volume de automóveis nas ruas.